À frente do GAPDAP, especialista encerra setembro com balanço de palestras, atendimentos e ações em escolas, universidade, segurança pública, saúde e meios de comunicação
O encerramento do Setembro Amarelo marca também o fechamento de um mês de intensa mobilização para Marcelo Vilas Boas e o GAPDAP. Ao longo de setembro, a agenda dedicada à saúde mental e à prevenção ao suicídio reuniu ações em diferentes espaços, alcançando profissionais da segurança pública, estudantes, educadores, pacientes e familiares.
Uma das frentes de atuação aconteceu junto à Guarda Civil Metropolitana (GCM), com atividades voltadas à conscientização e ao cuidado com a saúde mental. O trabalho também teve reflexos nos atendimentos realizados na sede do GAPDAP, que registrou durante o mês uma procura acima do habitual, inclusive de integrantes da corporação e seus familiares.
Para Marcelo Vilas Boas, esse aumento da demanda reforça a importância de fazer com que a discussão sobre saúde mental ultrapasse as campanhas de conscientização e resulte também em espaços permanentes de escuta e acolhimento.
“Setembro é um mês importante porque amplia a visibilidade do tema, mas as pessoas que precisam de ajuda continuam precisando dela em outubro, novembro e durante todo o ano. Quando alguém procura atendimento depois de uma palestra, de uma entrevista ou de uma ação de conscientização, percebemos que aquela conversa conseguiu chegar a quem precisava”, afirma.
A educação também ocupou espaço importante na programação. Foram realizadas atividades em escolas das redes estadual e municipal, além de uma ação no CEU Formosa. No ambiente universitário, Vilas Boas participou de uma palestra na Universidade Presbiteriana Mackenzie, abordando questões relacionadas à saúde mental e à psicologia.
A agenda chegou ainda ao ambiente hospitalar, com atividade realizada no Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, e ao transporte público, por meio de reuniões e palestras realizadas no Metrô.
Fora da capital paulista, duas atividades foram desenvolvidas em Santos, no litoral de São Paulo, incluindo uma ação junto a uma escola de surfe. A iniciativa levou a discussão sobre saúde mental também para espaços de esporte, convivência e lazer.
Saúde mental ganha espaço nos meios de comunicação
A agenda de setembro também foi marcada pela presença nos meios de comunicação, ampliando o alcance das discussões sobre prevenção, acolhimento e cuidados com a saúde mental.
Marcelo Vilas Boas concedeu entrevista ao Estadão e participou do programa Fala que Eu Te Escuto. O especialista também esteve na TV Reação, na Tropical FM e na Rádio Conectados, levando o debate sobre saúde mental a diferentes públicos e formatos.
Além das participações externas, dois podcasts foram realizados na própria sede do GAPDAP durante o mês, ambos dedicados à discussão sobre saúde mental.
A diversidade dos espaços ocupados durante setembro, segundo Vilas Boas, é fundamental porque o sofrimento emocional não está restrito a determinado grupo social ou profissional.
“Precisamos falar de saúde mental na escola, na universidade, no trabalho, entre profissionais da segurança, dentro dos hospitais, no esporte e nos meios de comunicação. Quanto mais espaços estiverem preparados para ouvir e orientar, maiores são as possibilidades de uma pessoa perceber que pode pedir ajuda”, destaca.
Setembro termina, o cuidado continua
Embora o Setembro Amarelo concentre grande parte das ações de conscientização sobre prevenção ao suicídio, Marcelo Vilas Boas ressalta que o encerramento do mês não pode representar o encerramento da discussão.
Para o GAPDAP, a agenda de setembro funciona também como ponto de partida para a continuidade das ações de orientação, prevenção e atendimento.
“Virar a página do calendário não pode significar virar a página da saúde mental. O Setembro Amarelo termina, mas a necessidade de ouvir, acolher e cuidar permanece. Esse trabalho precisa acontecer nos 12 meses do ano”, conclui Marcelo Vilas Boas.
