Flacidez nas coxas: os impactos na autoestima e na liberdade de se vestir

Redação
5 min. leitura

Além das mudanças na pele, o desconforto com a aparência das coxas pode afetar a autoestima e a liberdade de escolha; médico Cleugo Porto explica as causas e as possibilidades de tratamento

Escolher uma roupa para enfrentar os dias quentes nem sempre é uma decisão simples. Para algumas mulheres, usar shorts, saias ou vestidos curtos pode despertar inseguranças relacionadas à aparência das pernas. A flacidez nas coxas, especialmente na região interna, está entre as alterações estéticas que podem provocar desconforto e influenciar até mesmo a maneira de se vestir.

Embora seja frequentemente associada ao envelhecimento, a perda de firmeza da pele também pode atingir mulheres jovens, magras e fisicamente ativas. Fatores genéticos, alterações hormonais, oscilações de peso e redução da produção de colágeno contribuem para o surgimento do problema.

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Segundo o médico Cleugo Porto, especialista em tratamentos estéticos corporais e criador da técnica Dream Incision, a insatisfação com a aparência das coxas pode ultrapassar a questão estética e atingir diretamente a autoestima.

“Existem mulheres que deixam de usar determinadas roupas porque não se sentem confortáveis com a aparência das pernas. Muitas vezes, elas praticam exercícios, cuidam da alimentação e, mesmo assim, não conseguem melhorar a flacidez. É importante compreender que essa condição não está necessariamente relacionada à falta de cuidados com o corpo”, explica.

A região interna das coxas merece atenção especial por apresentar características que podem favorecer a perda de elasticidade. Com o passar dos anos, a diminuição do colágeno e da elastina compromete a sustentação da pele, tornando a flacidez mais perceptível. O emagrecimento acentuado também pode intensificar essa alteração, principalmente quando a pele não acompanha a redução do volume corporal.

O especialista esclarece que a atividade física desempenha um papel fundamental na saúde e no fortalecimento muscular, mas nem sempre consegue corrigir a flacidez cutânea.

“É preciso diferenciar a perda de tônus muscular da flacidez da pele. São condições distintas e que exigem abordagens específicas. A musculação melhora a estrutura muscular, mas não elimina necessariamente o excesso de pele ou a perda de elasticidade”, afirma.

Com os avanços da medicina estética, tecnologias minimamente invasivas ampliaram as possibilidades de tratamento para pacientes que desejam melhorar a firmeza da região. Entre os recursos utilizados está o endolaser, procedimento que emprega energia laser para atuar nos tecidos e estimular processos de remodelação do colágeno.

De acordo com Cleugo Porto, a indicação depende de uma avaliação individualizada, que considera o grau de flacidez, a qualidade da pele e as características de cada paciente. Os resultados podem variar, e nem todos os casos apresentam indicação para esse tipo de procedimento.

“Hoje temos tecnologias que permitem tratar determinados graus de flacidez sem recorrer a grandes intervenções. Mas o mais importante é compreender a necessidade de cada paciente e trabalhar com expectativas realistas, respeitando os limites de cada organismo”, ressalta.

Além da busca por resultados estéticos, o médico destaca a importância de acolher as queixas sem reforçar padrões de beleza ou transformar características naturais do corpo em problemas que precisam obrigatoriamente de correção.

A flacidez faz parte das transformações que podem ocorrer ao longo da vida e não representa, por si só, uma condição de saúde. A decisão de procurar tratamento deve partir do desejo individual, com informação adequada sobre benefícios, limitações e possíveis riscos.

Para Cleugo Porto, a medicina estética deve contribuir para o bem-estar e para uma relação mais positiva com a própria imagem.

“A mulher precisa ter liberdade para vestir o que gosta e se sentir bem com o próprio corpo. Quando uma característica física provoca desconforto, nosso papel é ouvir, orientar e apresentar possibilidades, sem impor padrões. O objetivo não é buscar a perfeição, mas valorizar a autoestima e a individualidade de cada paciente”, conclui.

(Crédito: Divulgação)

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