Em “Seu Corpo com BIOPERFORMANCE”, a farmacêutica e pesquisadora Dra. Unna Abrantes fala sobre sono, metabolismo, microbioma, alimentação e movimento para mostrar como o organismo se adapta à rotina e por que funcionar nem sempre significa estar bem
Você dorme pouco, acorda cansada, toma café para conseguir começar o dia e segue em frente. Passa horas sentada, almoça correndo, vive períodos de estresse e, quando percebe, já nem se lembra de quando começou a se sentir sem energia. O curioso é que o corpo continua funcionando. E talvez seja justamente aí que esteja uma das questões mais interessantes sobre saúde: até que ponto nos acostumamos a não estar bem?
É dessa provocação que parte “Seu Corpo com BIOPERFORMANCE”, novo livro da farmacêutica e pesquisadora Dra. Unna Abrantes. Em vez de propor mais uma lista de hábitos perfeitos, a autora convida o leitor a olhar primeiro para aquilo que o organismo vem fazendo para acompanhar a vida que levamos.

O ponto de partida é a capacidade de adaptação do corpo. Diante de mudanças na alimentação, poucas horas de sono, sedentarismo, estresse e diferentes exigências cotidianas, o organismo encontra maneiras de continuar respondendo. Isso é fundamental para atravessar períodos difíceis. A questão surge quando o provisório vira rotina.
Aquela semana dormindo mal se transforma em meses. O cansaço passa a ser combatido com mais estímulos. A falta de movimento vira padrão. Alterações no apetite, no sono e na disposição começam a parecer características pessoais.
Para Unna, adaptar-se não significa necessariamente estar funcionando nas melhores condições.
“Performance não significa viver no máximo. Significa responder aos desafios e conseguir retornar ao equilíbrio com eficiência”, afirma Dra. Unna Abrantes.
Quando o cansaço vira parte da personalidade
Talvez um dos pontos mais próximos da vida real abordados pela autora seja justamente a normalização dos sinais do corpo.
“Eu sempre fui cansada”, “meu intestino sempre funcionou assim”, “não consigo dormir sem acordar durante a noite” ou “depois de certa idade é normal perder disposição” são frases que podem esconder uma acomodação a determinado estado do organismo.
A proposta da Bioperformance é inverter uma pergunta muito comum. Em vez de começar por “o que eu preciso fazer?”, Unna sugere entender antes “o que meu corpo está fazendo e por quê?”.
A mudança parece pequena, mas altera a maneira de enxergar saúde. Um mesmo sintoma não necessariamente conta a mesma história em pessoas diferentes. Rotina, alimentação, movimento, sono, recuperação e metabolismo fazem parte de um contexto que precisa ser considerado.
“Conhecer o próprio corpo é perceber seus padrões. Quando entendemos a quais condições ele vem tentando se adaptar, conseguimos pensar em estratégias de cuidado mais coerentes com aquela pessoa. Não se trata de buscar um organismo perfeito, mas de compreender o que ele está comunicando”, explica Unna.
Nem toda performance precisa significar “mais”
Em uma época marcada por relógios que contam passos, aplicativos que avaliam o sono, dietas, suplementos e uma quantidade quase infinita de informações sobre longevidade, o próprio termo “performance” pode sugerir mais uma cobrança.
A abordagem apresentada no livro segue em outra direção. A ideia não é dormir, treinar, produzir e comer de maneira impecável todos os dias, mas recuperar a capacidade de responder aos desafios sem permanecer constantemente em estado de compensação.
Essa perspectiva atravessa os capítulos dedicados a alimentação, metabolismo, microbioma, movimento, sono e recuperação. Os temas são apresentados a partir da fisiologia, mas aproximados de situações reconhecíveis no cotidiano.
Com mais de 17 anos de experiência na área da saúde e mestrado em Ciências Farmacêuticas, Unna também leva para a obra uma visão que defende como essencial: pessoas diferentes não necessariamente responderão da mesma maneira à mesma estratégia.
Por isso, o livro se distancia da lógica das soluções universais que frequentemente domina as conversas sobre bem-estar.
“Antes de acrescentar mais uma regra à rotina, precisamos entender o contexto. O corpo não responde isoladamente a uma refeição, a uma noite de sono ou a um treino. Existe uma história de adaptações acontecendo ao mesmo tempo”, diz a autora.
Fundadora da Unna Derme e criadora da abordagem clínica denominada Bioperformance, Dra. Unna Abrantes resume essa reflexão em uma pergunta que atravessa a obra: “A que condições o meu corpo precisou se adaptar para chegar ao estado em que está hoje?”
Em tempos em que cuidar da saúde parece significar fazer cada vez mais coisas, talvez a resposta comece justamente pelo movimento contrário: observar o próprio corpo antes de tentar consertá-lo.
Sobre a autora
Dra. Unna Abrantes é farmacêutica, pesquisadora e mestre em Ciências Farmacêuticas, com mais de 17 anos de experiência na área da saúde. É fundadora da Unna Derme e criadora da abordagem clínica de cuidado denominada Bioperformance.
Instagram: @draunnaabrantes
Serviço
Livro: Seu Corpo com BIOPERFORMANCE
Autora: Dra. Unna Abrantes
(Crédito: Divulgação)
