Influenciadora Julliana Falcão fala sobre identidade após a maternidade: “Você não precisa voltar a ser a mulher que era antes dos filhos”

Redação
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Mãe de dois meninos, criadora de conteúdo aborda o processo de se reconhecer novamente como mulher depois da chegada dos filhos e conta como moda, autocuidado e retomada da vida pessoal fizeram parte dessa transformação

A maternidade transforma a rotina, as prioridades, o corpo e até a maneira como muitas mulheres passam a se enxergar. Em meio às demandas dos filhos, não é raro que a identidade feminina acabe ficando em segundo plano. Mãe de dois meninos, a influenciadora Julliana Falcão, que compartilha conteúdos sobre moda, estilo e universo feminino, viveu esse processo de perto.

“Depois que me tornei mãe, por um tempo eu me enxergava muito mais como mãe do que como mulher. As prioridades mudam, o corpo muda, a rotina muda e, no meio de tudo isso, existe também um processo de se reconhecer novamente”, conta.

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Para Julliana, a mudança não aconteceu de uma hora para outra. Durante um período, toda a sua atenção estava voltada para os filhos e, mesmo sempre tendo gostado de se arrumar e de se sentir bonita, ela percebeu que havia deixado de olhar para si mesma.

“Tinham dias em que eu me olhava no espelho e não me reconhecia como mulher. Aos poucos, percebi que precisava voltar a me enxergar também dessa forma, sair com meu marido, estar com meus amigos, cuidar de mim, fazer coisas que me davam prazer e resgatar sonhos que eram meus”, afirma.

Foi também nesse processo que a moda ganhou um significado diferente. Mais do que acompanhar tendências, vestir-se passou a representar uma maneira de recuperar a própria identidade.

“Percebi que me vestir também fazia parte desse reencontro comigo. Não era sobre vaidade, era sobre identidade. Sobre olhar no espelho e ainda me enxergar ali”, explica.

Segundo a influenciadora, o estilo não desaparece depois da maternidade, mas muitas vezes precisa ser redescoberto. “Talvez a questão não seja voltar a ser quem você era, e sim descobrir quem você se tornou e conseguir se enxergar nessa nova versão.”

Hoje, com uma rotina dividida entre os filhos, escola, atividades e compromissos pessoais e profissionais, Julliana diz que passou a fazer escolhas diferentes também diante do guarda-roupa. Peças atemporais, bons cortes, conforto e qualidade passaram a ter mais espaço.

“A maternidade não tirou a minha vontade de me vestir bem. Ela transformou a minha forma de enxergar a moda. Hoje me visto menos para corresponder a expectativas e muito mais para me sentir eu mesma.”

Julliana acredita que a moda pode ter um papel importante na autoestima feminina justamente quando deixa de ser uma tentativa de seguir padrões.

“Não precisamos ter o corpo de outra mulher, usar tudo o que está na tendência ou tentar corresponder ao que vemos nas redes sociais. Estilo tem muito mais a ver com entender quem você é, valorizar o que gosta em si mesma e se vestir de uma forma que faça você se sentir bem.”

A reflexão também passa pela culpa que acompanha muitas mães quando decidem reservar algum tempo para si mesmas. Para ela, autocuidado e maternidade não precisam ocupar lados opostos.

“Cuidar de si não diminui o amor pelos filhos. Pelo contrário, também ensina a eles, pelo exemplo, a importância de se valorizar. Não é preciso sentir culpa por sair para fazer uma unha, arrumar o cabelo ou simplesmente fazer alguma coisa por você.”

Depois de um processo que envolveu tempo, terapia e mudanças pessoais, Julliana resume o que aprendeu com uma frase que hoje procura transmitir a outras mulheres:

“Você não precisa encontrar a mulher que era antes, porque ela não existe mais. Precisa acolher e descobrir a mulher que nasceu junto com a maternidade.”

Para ela, a maternidade não apaga a identidade feminina, mas inaugura uma nova etapa. “Ser mãe é uma parte enorme de quem eu sou, mas não é a única. Existe uma mulher além da maternidade, com desejos, personalidade, estilo, sonhos e projetos. A maternidade não tirou essa mulher. Ela trouxe uma nova versão dela, mais madura, mais consciente e, talvez, muito mais verdadeira.”

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