Ludopatia adoece famílias inteiras, alerta a psicóloga Gleice Cristina Salteiro

Direto de PE
4 min. leitura

Referência no tratamento do vício em apostas digitais e à frente do Instituto Vencendo o Jogo, a especialista defende que o acolhimento aos familiares é tão decisivo quanto o cuidado ao apostador.

“Enganei toda a minha família. Desviei dinheiro da empresa do meu pai, vendi minha casa para jogar e cheguei a pensar em tirar minha própria vida.” O relato do empresário André Rolim, dado à CPI das Bets no Senado, traduz em poucas frases o que os números já anunciavam em escala nacional. Cerca de 25,2 milhões de brasileiros apostaram em casas reguladas em 2025, e estimativa da UNIFESP aponta que aproximadamente 11 milhões já apresentam algum grau de uso problemático das apostas. Por trás de cada apostador, porém, existe uma casa inteira que adoece junto.

A ludopatia raramente pesa apenas sobre quem joga. Quando alguém entra no ciclo compulsivo das apostas digitais, o abalo alcança de imediato o círculo mais próximo e converte lares em territórios de tensão, desconfiança e sofrimento. Ainda que o olhar externo costume recair sobre o rombo financeiro, o estrago mais grave se instala em silêncio e corrói aos poucos a saúde mental de cônjuges, filhos e demais familiares. Não à toa, especialistas já tratam o fenômeno como questão de saúde pública, associada à ansiedade, à depressão e ao aumento do risco de suicídio.

- Publicidade -
Foto: Divulgação

É esse território pouco visível que orienta o trabalho da psicóloga Gleice Cristina Salteiro, referência no tratamento da ludopatia e à frente do Instituto Vencendo o Jogo do Vício em Apostas Digitais. Para ela, conviver com a dependência mantém a família em estado de alerta permanente. Mentiras sobre o destino do dinheiro, contas bloqueadas sem aviso, empréstimos ocultos e a ameaça de ruína compõem um cenário que se renova a cada dia. Não raro, parceiros e pais de dependentes passam a apresentar quadros severos de ansiedade, depressão e esgotamento, tomados por uma impotência diante de uma compulsão que parece invisível, mas que dissolve a harmonia doméstica.

Segundo a especialista, o resgate da dinâmica familiar figura entre os pilares do tratamento, e a recuperação só avança quando abarca todo o ecossistema que envolve o paciente.

“O vício em apostas isola a família em um mar de culpa e silêncio. No consultório e no trabalho desenvolvido pelo Instituto, percebemos que o acolhimento aos familiares é tão vital quanto o atendimento ao próprio apostador, pois a reestruturação dos limites e a cura emocional caminham juntas”, explica Gleice Cristina Salteiro.

Foto: Divulgação

É desse princípio que nasce o programa Famílias que Curam, frente psicoeducativa do Instituto voltada a orientar parentes e reconstruir vínculos, comunicação e recursos emocionais para enfrentar a recuperação. Com metodologia própria reconhecida pelo INPI e atendimento sigiloso, online para todo o Brasil e presencial em Presidente Prudente e região, o Instituto Vencendo o Jogo trabalha sob a premissa de que ninguém precisa vencer isso sozinho.

Reconhecer o sofrimento invisível que atravessa a casa é o primeiro passo para interromper o ciclo. Tratar a ludopatia, nesse entendimento, deixa de ser tarefa individual e se torna esforço coletivo, no qual restaurar os vínculos afetivos importa tanto quanto conter o impulso de apostar. Quem identificou algum desses sinais, em si ou em alguém próximo, encontra caminhos de acolhimento no site institutovencendoojogo.com.bre nos canais de atendimento da psicóloga Gleice Salteiro (CRP 06/48132).

logo_cen.png
Cadernos
Institucional
Colunistas
andrea ladislau
Saúde Mental
Avatar photo
Exposição de Arte
Avatar photo
A Linguagem dos Afetos
Avatar photo
WorldEd School
Avatar photo
Sensações e Percepções
Marcelo Calone
The Boss of Boss
Avatar photo
Acidente de Trabalho
Marcos Calmon
Psicologia
Avatar photo
Prosa & Verso