A fotografia de Ricardo Pacheco, conhecido artisticamente como Zenitepolar, é marcada por um olhar atento às marcas deixadas pelo tempo, pela ocupação humana e pela relação entre homem e natureza. Fotógrafo desde 2013, ele desenvolve um trabalho que investiga territórios, vestígios e ausências, utilizando o silêncio visual como ferramenta para revelar histórias muitas vezes invisíveis aos olhos apressados.
Nascido em Brasília, em 1971, Ricardo construiu uma trajetória profissional multifacetada. Desde 1996 atua como professor de História e, em 2017, formou-se em Direito, especializando-se em Bioética e Direitos Humanos. Essa combinação de conhecimentos influencia diretamente sua produção artística, que une reflexão histórica, sensibilidade social e apuro estético.

Seu trabalho fotográfico se desenvolve por meio de séries de longo prazo, explorando as tensões, transformações e desusos dos espaços. A proposta é permitir que a própria imagem dialogue com o observador, reduzindo interferências narrativas e valorizando a experiência da contemplação.
A partir de 2021, Ricardo voltou sua atenção para a fotografia de vida selvagem, realizando expedições em áreas de grande relevância ambiental. Entre suas experiências está a documentação fotográfica do Pantanal, em uma reserva indígena dos Guatós. Seu próximo projeto prevê uma jornada pela Floresta Amazônica, percorrendo a BR-319 em busca de novos registros da biodiversidade brasileira.
Recentemente, Ricardo Pacheco participou da exposição coletiva “O Registro do Olhar”, mostra integrante da Bienal Europeia e Latino-Americana de Arte Contemporânea (BELA). Com curadoria de Edson Cardoso, a exposição reuniu fotógrafos e artistas visuais que utilizam a imagem como instrumento de memória, expressão e reflexão. As obras apresentadas destacam a capacidade da fotografia de registrar transformações, captando de forma sensível o cotidiano, as paisagens e as histórias que permeiam diferentes territórios.
Por meio de suas lentes, Ricardo Pacheco constrói uma obra que dialoga com a preservação da memória, a investigação social e a valorização da natureza, transformando cada imagem em um convite à observação e à reflexão.
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