a boy crying while covering eyes
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Riscos da Alienação Parental para a saúde mental das crianças

A alienação parental é um tema bastante delicado que vem se intensificando muito ao longo dos anos. Algumas questões envolvem esse processo relacionado às relações entre os pais que abalam diretamente a convivência e os vínculos familiares e prejudicam a saúde mental das crianças envolvidas.

A síndrome de Alienação Parental se dá quando a criança ou adolescente é induzida, mediante diferentes formas e estratégias de atuação, a destruir seus laços com um dos genitores. Mas não podemos nos esquecer que essa alienação não ocorre apenas com os pais, é considerado crime a prática abusiva exercida por qualquer pessoa que tenha a autoridade sobre a criança. É um transtorno psicológico que se caracteriza por um conjunto de sintomas pelos quais um genitor (a) , denominado cônjuge alienador, transforma a consciência de seus filhos, mediante diferentes formas e estratégias de atuação, com o objetivo de impedir, obstaculizar ou destruir seus vínculos com o outro genitor, denominado cônjuge alienado, sem que existam motivos reais que justifiquem essa condição. A prática objetiva criar uma imagem desvirtuada em relação ao genitor ou genitora, buscando prejudicar o vínculo paterno-filial da criança ou do adolescente com a figura mencionada.

Podemos destacar alguns pontos muito peculiares que caracterizam a alienação, como: realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; Dificultar o exercício da autoridade parental; Dificultar o contato da criança ou do adolescente com o genitor (a); Dificultar o exercício do direito regulamentado à convivência familiar; Omitir, deliberadamente, ao genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou o adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; Mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou do adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com os avós. Utilizar frases comuns e características de que a criança está sofrendo alienação, como por exemplo: “ele não liga para você”; “seu pai (ou sua mãe) é mentiroso (a)”, “seu pai (ou sua mãe) é inútil”; “seu pai (ou sua mãe) é um (a) vagabundo (a)”. Frases e afirmações muito pesadas que causam impactos severos na construção da personalidade do individual e em sua visão de mundo.

Trazendo essa prática para dentro do campo psicológico, os danos para a saúde mental da vítima podem ser irreversíveis se não forem tratados, causando também impactos na formação da criança em seus aspectos intelectual, cognitivo e social. Os problemas psicológicos e psiquiátricos também são consequências. Alguns sintomas desses problemas podem incluir: depressão crônica, incapacidade de adaptação em ambiente psicossocial normal, transtornos de identidade e imagem, desespero, sentimento incontrolável de culpa, sentimento de isolamento, comportamento hostil, falta de organização, dupla personalidade, doenças psicossomáticas, ansiedade ou nervosismo sem razão aparente, dificuldade de adaptação em ambiente psicossocial normal, insegurança, baixa autoestima, e às vezes suicídio.

Por fim, essa questão é tão importante e preocupante que o que vemos por aí, são pais ou responsáveis brigando entre si, em alguns momentos não sabem nem mais porque estão brigando, e as crianças ou adolescentes envolvidos até o pescoço dentro da tempestade, servindo de objeto ou instrumento para a continuidade da briga. É muito importante registrar o quão nocivo é a alienação parental para a família como um todo, além do principal malefício que é ferir o direito fundamental da criança à convivência familiar saudável, sendo ainda um descumprimento dos deveres decorrentes de guarda ou tutela. É muito importante, preservar a saúde mental da criança ou adolescente que está envolvido neste tipo de disputa insana, afinal deve-se ter apenas uma certeza na cabeça de um dos genitores: o filho não é seu, e não é meu. O filho é nosso!!


Dra. Andréa Ladislau – Psicanalista         

* Doutora em Psicanálise, Membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de número 15 de Ciências Sociais, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social, Professora na Graduação em Psicanálise, Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói, Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo, Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites.

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