A importância das diversas formas de linguagem

Bruna Richter
Bruna Richter - A Linguagem dos Afetos
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Tudo em nós nos revela a todo o tempo. Tudo. Nossa fala, nossos gestos, nossa forma de pausar. Aquilo que vestimos, o que comemos, o que nunca ousamos realizar. As pessoas das quais nos aproximamos, o que nos assusta, o que sempre desperta o nosso interesse. O que nos afeta, o que nos motiva, o que adoramos escutar. A forma como nos relacionamos, a maneira como nos posicionamos, o que repetimos sem pensar.

Quando percebemos isso, conseguimos ampliar nosso mundo. Passamos, não apenas, a compreender melhor os demais, como também a nós mesmos. Entendemos que nossos comportamentos nos dão constantemente dicas importantes e valiosas que muitas vezes passam despercebidas. E estar atento a essas pistas pode facilitar não apenas nossa convivência com os demais como concomitantemente aumentar nosso autoconhecimento.

Claramente é necessário que estejamos atentos às palavras que são destinadas a nós. Uma escuta ativa é um grande diferencial na vinculação entre os pares. Contudo, prestar atenção ao que não é verbalizado é igualmente importante. Um sinal, um olhar, uma postura corporal podem nos dizer tanto ou mais do que as palavras. Expressões faciais conseguem, muitas vezes, informar mais do que longas frases.

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Nosso modo de aparição é misto. E por isso, ou ainda assim, nem sempre é sincronizado. Podemos, desse modo, afirmar algo com nossa fala, mas negar com o corpo. Conseguimos simultaneamente comunicar opostos. E, não há uma verdadeira contradição nisso, se pensarmos que é algo próprio do humano. Muitas vezes, desejamos e temos medo ao mesmo tempo. Aproximamos e distanciamos. Amamos e odiamos.

Em meio a complexidade de tudo aquilo que nos compõe, aceitar nossos paradoxos é fundamental. E isso se estende aos que nos cercam também. Para tanto, é preciso um esforço maior para compreender quem se aproxima. Um olhar atento e uma postura aberta ao que chega ao nosso encontro. E, dessa maneira, desenvolvemos nossa escuta com maior atenção as palavras e, ainda assim, buscamos perceber o mundo para muito além do que está sendo dito.


Bruna Richter  é graduada em Psicologia pelo IBMR e em Ciências Biológicas pela UFRJ, pós graduanda no curso de Psicologia Positiva e em Psicologia Clínica, ambas pela PUC.     Escreveu os livros infantis: “A noite de Nina – Sobre a Solidão”, “A Música de Dentro – Sobre a Tristeza” e ” A Dúvida de Luca – Sobre o Medo”. A trilogia  versa sobre sentimentos difíceis de serem expressos pelas crianças – no intuito de facilitar o diálogo entre pais e filhos sobre afetos que não conseguem ser nomeados. Inventou também um folheto educativo para crianças relacionado à pandemia, chamado “De Carona no Corona”.  Bruna é ainda uma das fundadoras do Grupo Grão, projeto que surgiu com a mobilização voluntária em torno de pessoas socialmente vulneráveis, através de eventos lúdicos, buscando a livre expressão de sentimentos por meio da arte. Também formada em Artes Cênicas, pelo SATED, o que a ajuda a desenvolver esse trabalho de forma mais eficiente.

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