ZAMBUJEIRA, novo álbum de BERNARDO LOBO e PABLO LAPIDUSAS, chega às plataformas de streaming dia 30/11

7 min. leitura

Ouça o álbum: https://orcd.co/zambujeira

“Zambujeira é uma surpresa agradável na praça. Ele transita bem por todos os gêneros de música, com muita criatividade, namorando as estranhezas harmônicas e rítmicas com malícia e graça. Bernardo Lobo mostra aqui uma nova vertente (pelo menos para mim) na sua trajetória autoral: a música instrumental. É um trabalho leve, sutil, instigante. As composições transitam pelo semi-erudito, jazz, world music e, claro, pela música popular brasileira. No seu conceito, é um disco incomum: por sua inventividade e imprevisibilidade é para poucos e, principalmente, para bons ouvidos, para os apaixonados pela boa e surpreendente música do século XXI”.

O compositor, cantor e violonista Bernardo Lobo e o pianista, produtor musical e compositor argentino Pablo Lapidusas, ambos radicados em Portugal, se uniram no novo álbum Zambujeira, que chega às plataformas de streaming dia 30 de novembro, pela gravadora Biscoito Fino.

Trata-se de um projeto autoral e integralmente instrumental que reúne oito faixas e as participações dos músicos Jaques Morelenbaum, João Gaspar, Jessé Sadoc Carlos Malta; da artista portuguesa Maria João e dos cabo-verdianos Miroca Paris e Rolando Semedo. Bernardo e Pablo convidaram ainda o experiente produtor musical brasileiro Alexandre Vaz, radicado em Nova York. 

Zambujeira é fruto do encontro de dois artistas que se conhecem há tempos e que resolveram criar em conjunto durante a pandemia, tendo como inspiração temas como a migração para Portugal (terra que acolheu a ambos), filhos, distâncias e novos rumos. Co-produzido por Bernardo Lobo e Pablo Lapidusas, Zambujeira foi gravado entre maio e outubro de 2021, em três países: Portugal, Estados Unidos e Brasil. Por conta das restrições impostas pela pandemia, as gravações foram realizadas nos estúdios caseiros dos músicos e no Superlegal Studio-Brooklyn, em Nova Iorque.

Em Zambujeira Bernardo Lobo se aventura pela primeira vez em um álbum Instrumental, tendo sempre como referência a música brasileira, mas em busca de uma sonoridade sem fronteiras, moderna e arrojada na forma e nos arranjos, difícil de ser catalogada, num movimento de desprendimento ou mesmo de “até breve” às suas referências musicais anteriores, fortemente calcadas na canção brasileira. Uma novidade para quem já compôs com Milton Nascimento, Ivan Lins, Seu Jorge, Paulo Cesar Pinheiro, Marcos Valle e com os pais, Edu Lobo e Wanda Sá.  O encontro entre dois artistas amigos resultou num álbum com frescor, instrumental e sem rótulos. Um trabalho autoral, assinado por nós dois, com melodias e texturas que narram histórias de amizade, migração para a Europa, raízes sul-americanas e amor”, pontua Bernardo Lobo.

Do Brasil, também migrou para Portugal o pianista argentino Pablo Lapidusas, um músico/cidadão do mundo, como bem definiu o jornalista brasileiro Antônio Carlos Miguel. Com cinco álbuns lançados e um songbook de suas composições, Lapidusas já colaborou com inúmeros artistas em gravações e turnês, como Hermeto Pascoal, Cesar Camargo Mariano, Hamilton de Holanda, Eugene Friesen e Ehud Ettun. Apesar do formato instrumental, o mesmo de seus cinco trabalhos anteriores, Zambujeira também lançou Lapidusas para fora de sua zona de conforto. “Optamos por privilegiar a canção acima de qualquer outra ideia. O disco, apesar de todo calcado no piano, quase não tem solos e sim texturas que dão suporte e colorem as melodias. Todos os temas têm três minutos, em média, e isso foi um desafio para mim. Esse foi o norte para álbum”, conta Lapidusas.

Além-marinspirada no tema Gmynopédie 1, de Erik Satie, traz a participação especial do músico e maestro Jaques Morelenbaum no cello; Longe do Rio, perto do Tejo, tem a participação de Maria João; Um chorinho pequenino, faz uma homenagem aos filhos dos artistas, que participam no início da faixa. A faixa título, Zambujeira, tem influências de ícones da música brasileira, como Dori Caymmi, e sua africanidade realçada pelas participações dos músicos cabo-verdianos Rolando Semedo (violão) e Miroca Paris (percussão), que trazem um toque de morna ao tema. Dois temas do álbum contam com a co-autoria do produtor Alexandre Vaz; Ecos do mar, em que se pode ouvir o mar do Algarve e a flauta inconfundível do escultor do ar Carlos Malta, e Luz e Breu, único tema anterior ao período de confinamento, originalmente gravada em 2000 por Bernardo e Milton Nascimento. 

FICHA TÉCNICA

1- ESTRADAS – BERNARDO LOBO / PABLO LAPIDUSAS

Feat: Miroca Paris e Jessé Sadoc

Piano, Fender Rhodes, Clavinete e Escaleta: Pablo Lapidusas

Voz e violão: Bernardo Lobo

Percussão: Miroca Paris

Palmas: Alexandre Vaz

Flugelhorn e arranjo de sopro: Jessé Sadoc

2 – ALÉM MAR – BERNARDO LOBO / PABLO LAPIDUSAS

Feat: Jaques Morelembaum

Piano: Pablo Lapidusas

Violoncelo: Jaques Morelembaum

Guitarra e percussões/efeitos: Alexandre Vaz

Arranjo: Pablo Lapidusas e Jaques Morelembaum

3 – LONGE DO RIO, PERTO DO TEJO – BERNARDO LOBO / PABLO LAPIDUSAS

Feat : Maria João

Piano, Rhodes:  Pablo Lapidusas

Vozes: Maria João

Teclados e guitarras: Alexandre Vaz

4 – UM CHORINHO PEQUENINO – BERNARDO LOBO /PABLO LAPIDUSAS

Feat: João Gaspar

Rhodes: Pablo Lapidusas

Guitarra Portuguesa: João Gaspar 

Programações: Alexandre Vaz

Vozes: Maria Lobo, Antonio Lobo e Olívia Lapidusas

5- ANDORINHAS – PABLO LAPIDUSAS

Piano e teclados: Pablo Lapidusas

Efeitos: Alexandre Vaz

6 – ECOS DO MAR – BERNARDO LOBO/ PABLO LAPIDUSAS/ALEXANDRE VAZ

Feat: Carlos Malta

Piano e teclados: Pablo Lapidusas

Violão: Bernardo Lobo

Flauta: Carlos Malta

Efeitos: Alexandre Vaz

7 – ZAMBUJEIRA – BERNARDO LOBO/PABLO LAPIDUSAS

Feat: Rolando Semedo e Miroca Paris

Violão: Rolando Semedo

Guitarra: Alexandre Vaz

Percussão: Miroca Paris

Vozes: Bernardo Lobo

8 – LUZ E BREU – BERNARDO LOBO / ALEXANDRE VAZ

Piano: Pablo Lapidusas

Produzido, editado e mixado por Alexandre Vaz

Co-produzido por Bernardo Lobo e Pablo Lapidusas

Gravado entre maio e outubro de 2021 em Lisboa (PT), Portimão (PT), New York (EUA) e Rio de Janeiro (BR). Devido à epidemia de Covid-19, todas as gravações foram realizadas nos estúdios caseiros dos músicos e no SUPERLEGAL STUDIO-Brooklyn, NY.

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