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Volta às aulas: Após férias, estrelas mirins sonham com retorno às escolas

Em um momento tradicional, pais e filhos estariam em janeiro fazendo as compras e organizando o ano letivo de seus filhos. Cadernos, lápis, livros, esses são alguns dos ítens necessários no calendário anual escolar. No entanto, em meio à pandemia e após um 2020 atípico, os jovens pairam ainda sobre a incerteza do que fazer.

Com o aprendizado 100% online ou até inexistente, por conta do fechamento de escolas, atrizes e atores mirins mostram ansiedade na volta à rotina escolar.

Sentindo falta dos colegas de classe, do horário do recreio ou das aulas das distintas disciplinas, os alunos sentem na pele os efeitos da pandemia com a falta do contato presencial diário. Mantendo o distanciamento social e respeitando as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, os pequenos tem deixado de lado o convívio social com o objetivo único de barrar o vírus do COVID-19.

Mostrando ansiedade com as voltas às aulas, mesmo que presenciais, Lorenzo Papa, Fer Retes, Eyshila Blá e outros famosos falam sobre a ansiedade no retorno à rotina educacional.

Veja os depoimentos:

Fer Retes

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“Eu to aqui lendo esse livro e pensando em tudo que passamos no ano passado. Será que esse ano teremos a volta das aulas? Eu não vejo a hora de voltar pra escola, esse ano foi muito difícil porque eu não consigo ter muita atenção e perco a concentração facinho, o impressionante como é difícil manter o foco sozinho. Por isso, se tudo estiver bem e puder, é claro, quero muito voltar pras aulas presenciais!”

Lorenzo Papa

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“No início foi um pouco complicado a adaptação a aula remota, pois, o ambiente de casa é bem diferente da escola, tem “distrações” como minha irmãzinha, telefone que toca, etc. Mas aos poucos, com conversas e orientações dos meus pais, fomos nos  adaptando com local de estudo e organização da casa nos horários das aulas. Meus pais se estruturam com relação ao trabalho para estarem presentes comigo nas aulas, principalmente durante as avaliações. A desvantagem é o não contato com os colegas da escola e ficar sem ir à biblioteca. Entretanto, eu adorei estudar em casa, pois, fico muito mais tempo com minha família, tenho vários livros em casa – então compensa a não ida a biblioteca, e adoro meus pais me explicando a matéria, estudando comigo.”

Eyshila Blá

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“No início do ensino remoto, foi um pouco diferente, mas acabei me adaptando. Foi um desafio, por ser algo novo e fora da rotina, e pq não estava presencialmente. Na minha família o ensino remoto fez com que eles se dedicassem ainda mais, ajudando e dando suporte durante as aulas. A vantagem é que durante o ensino remoto eu pude estar mais tempo com minha família, e a desvantagem é que estive longe dos meus amigos da escola.”

Jamile Abboud

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“No início do ensino à distância foi bastante desafiador, pois  não estava familiarizada com o novo formato, mas eu me adaptei muito fácil ao ensino remoto, e até me considero um pouco privilegiada, pois com a pandemia meus pais também passaram a trabalharam remoto e meu pai que é da área de tecnologia, pôde me dar o apoio na utilização dos recursos tecnológicos. Meus professores também nos estimulavam através de trabalhos e joguinhos. 

Com a suspensão das aulas, foi necessário me organizar mais, pois tinha prazo para cumprir as atividades disponibilizadas na plataforma e para isso, contei com a ajuda da minha mãe, onde criamos um cronograma de estudos. Por muitas vezes, meus pais estudavam junto comigo, participando das aulas e me estimulando para que não ficasse desanimada. Além disso, foi criado um grupo no WhatsApp entre os professores e meus colegas onde tirávamos as dúvidas e interagimos.

Para falar a verdade, gostei bastante dessa experiência e acho que fui bem sucedida. Senti que o aprendizado foi satisfatório e que os professores fizeram o possível para minimizar os efeitos da desigualdade social no acesso à internet e no acesso aos materiais. A única diferença que senti entre o ensino presencial ou remoto, foi a falta da convivência física, de abraçar meus colegas.

O ensino remoto tem seus benefícios e até acho que é um formato que veio para ficar.  Será uma grande tendência para o futuro.”

Samara Silveira 

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“Eu tinha muita expectativa para o primeiro ano do ensino médio, confesso que fiquei com um pouco de medo no primeiro dia, mas depois gostei. Foi um pouco difícil me adaptar, pois online e até legal, tem suas vantagens, mas não é a mesma coisa que uma explicação frente à frente. Aquela aula com a interação de todos com perguntas e dúvidas, no formato online você tem o YouTube né,  que também tem todas as explicações, mas não é a mesma coisa. Realmente sinto falta da minha escola, da guerra para conseguir o lugar lá na frente, de ser a primeira a terminar o trabalho na companhia dos meus amigos.

Espero sinceramente que tudo isso nos deixe uma grande lição. Valorizar o que temos e valorizar o que está disponível e acessível. E que tudo passa!”

Rapha Siqueira

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“O ensino remoto foi um desafio no início da pandemia. Ter que me adaptar aos novos moldes do colégio, foi bem difícil. Mas com o tempo, fui me adaptando e já no final do ano não sentia mais dificuldade!
A vantagem de estar em casa, é poder tirar um cochilo na hora do recreio (risos)! Isso foi muito bom!”

Giovanna Quaresma

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“Esse ano de 2020 foi um ano de muitas mudanças e adaptações, mas como o ser humano é adaptável ao meio em que vive, eu também consegui me adaptar. No início foi difícil, pois senti muita falta dos meus amigos e do ensinamento dos professores da forma tradicional.

Esse período afetou bastante a minha rotina e a da minha família, pois precisei da ajuda dos meus pais para me explicar muitas coisas que antes eram esclarecidas pelos professores. Mas sabe que de alguma forma foi até bom, pois me aproximei mais deles e aprendi de forma diferente e ajudei a eles a reaprender algumas matérias. Isso também nos aproximou como família. Mas no contexto geral, o ensino à distância não pode ser comparado ao presencial, pois este é muito melhor e nos estimula a aprender e ajuda no convívio em sociedade, o que é imprescindível, na minha opinião, nos dias de hoje. Precisamos uns dos outros para sermos felizes.”

Thaylla Tupinanbá

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“Minha adaptação nas aulas online foi super tranquila. Minha escola tinha a opção de ser presencial e on-line, mas optamos por permanecer em casa e foi super tranquilo. Dividimos o tempo das tarefas e da minha rotina em casa.  O sistema do meu colégio ajudou muito na proximidade com meus professores e colegas. Fizemos trabalhos em grupo, reuniões, leituras, orações e até ajudamos os professores na organização da turma, tudo online. O distanciamento foi ruim porque senti falta de poder estar junto e abraçar meus amigos. Quem me conhece sabe que adoro um abraço de urso (risos).

Eu e meus colegas criamos grupos de jogos e ligávamos diariamente uns para os outros para conversar, jogar e até para fazermos tarefas juntos. Era legal pois acabávamos tendo mais tempo para brincar e fazer outras atividades. Comecei a fazer aula de dança e violão, continuei minhas aulas de canto, bateria, teatro e inglês. Mas senti falta da natação e da ginástica rítmica, essas não tive como continuar.

Não acho ruim o sistema online, mas gosto muito mais de ter as pessoas perto de mim, realmente isso é o que me faz mais falta. E mesmo com as aulas online fui premiada no meu colégio em uma competição internacional de matemática.”

Mariana Rubert

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“As aulas remotas me trouxeram muito aprendizado. No início foi tudo difícil, mas depois, com ajuda da minha família e dos meus professores, consegui me adaptar e até fui bem nas provas! Nós colocamos uma escrivaninha no meu quarto e passei a usar o notebook do meu pai. Antes eu nem sabia ligar o computador, agora já estou fera, aprendi a fazer reuniões com as minhas amigas. A vantagem disso tudo é que seguimos a nossa rotina escolar sem o risco de pegarmos essa doença, mas, sinto muita falta do contato com meus amigos, das minhas professoras, do horário do recreio e de todas as outras atividades que faço na minha escola.”

Alice Hemery

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“Foi com muita tristeza que me adaptei ao ensino remoto. Senti saudade da escola, dos amigos, da professora e de tudo que vivo por lá. Como eu estudo na parte da manhã, a única vantagem foi não precisar acordar tão cedo todos os dias. Tive ajuda da minha família e consegui estudar, mas nada se compara a alegria de estar na escola. Eu adoro a minha escola!”

Gabriel Marconato

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Bom, eu sinto muita saudade do ambiente escolar e de estar com os amigos e principalmente de ter a ajuda da professora na hora de aprender mas confesso que estou aproveitando muito esse momento pra estudar coisas novas como por exemplo música, faço aulas de piano, e estou fazendo  mais cursos de cinema e tv em diferentes estados sem sair de casa e isso só está sendo possível devido a essa situação do estudo  remoto. Aproveito também para ler e aprender a interpretar texto, fiz isso no ambiente escolar mas agora uso o espaço no condomínio onde moro.”

Miguel Moraes

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“Senti bastante falta da escola, mas aos poucos fui me adaptando à nova rotina com as aulas remotas. Claro que não é igual na sala de aula pois na minha escola o período das aulas em EaD é o mesmo período das aulas presenciais, então ficar no computador durante 4h30 é puxado, mas foi preciso, pois essa era a realidade e a maneira de aprender. Foi bastante puxado, mas me adaptei, e esse tempo também serviu para ficar mais com a família.

Também teve a parte prejudicial, os dias em que a conexão de internet estava ruim. Além disso, o contato presencial com a professora é diferente. Não fui tanto prejudicado porque minha mãe é pedagoga e me ajudou muito, mas foi bem proveitoso o tempo. Li muitos livros, estudei bastante e estou na expectativa para esse ano de como serão as aulas.”

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