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Sem salas de aula tradicionais: modelo de educação inovador chega a Goiânia

Uma escola sem salas de aula tradicionais (aquelas com fileiras de cadeiras voltadas para uma lousa e foco na competitividade e no controle) e um conceito diferente de avaliação. Essa é a estrutura do modelo pedagógico finlandês que chegará em Goiânia a partir de 2023. No dia 2 de julho, será apresentado o conceito da Winsford Global Education, escola que alia o Currículo Nacional Britânico e o modelo pedagógico finlandês às diretrizes e bases da educação brasileira, com a presença do especialista em iniciativas de inovação para o futuro do ensino e Chief Education Officer da New Nordic SchoolsStephen Cox.

Essa busca por inovação não é por acaso. Dados do relatório The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, estimam que, no futuro, 65% das crianças que estão começando os estudos hoje realizarão trabalhos que ainda sequer existem. Diante disso, os próprios modelos de educação demandam uma nova abordagem, que permita às crianças curtirem suas infâncias, mas também adquirirem a capacidade de construir o futuro que desejam.

O evento, que acontece no Sky Gurume Rooftop, a partir das 9h, será uma manhã em família para que os pais possam conhecer a filosofia de aprendizagem da instituição e conversar com a equipe. Na ocasião, Cox, vai apresentar os benefícios desse formato de ensino inovador, que oferece fundamentos que capacitam as crianças para um futuro sustentável no qual elas possam gerar impactos positivos.

Modelo finlandês e o cotidiano da criança

Como explica Luciana Pinheiro, mestre e doutora em linguística e uma das diretoras da instituição de ensino, um passo importante nessa transformação da aprendizagem infantil está em proporcionar uma observação do cotidiano da criança para torná-la capaz de entender o que a rodeia. “Queremos que elas saibam expressar suas ideias de forma complexa, mas também inovadora, tangível e rigorosa”, pontua.

“As crianças sabem o que querem realizar e é por isso que acreditamos que a educação precisa ser significativa. Nós queremos empoderar cada aluno para ter confiança para escolher seu próprio caminho”, defende Luciana. Para a diretora de admissões da Winsford Global Education, Daniela Brandão, é importante entender a expectativa dos pais com relação à educação de seus filhos e como isso vai se desdobrar. “Nosso compromisso é preparar um ambiente seguro para receber e acolher essa criança na preparação para seu caminho de aprendizagem”, completa.

Menos competitivo, mais colaborativo

Nos últimos anos, o modelo finlandês de educação tem registrado crescimento em todo o mundo, inclusive em países como a Índia. O formato defende um ensino menos preso a padrões de avaliação que alimentam a competitividade, como as provas, e mais focados na cooperação e na adoção de novas tendências para o desenvolvimento de habilidades que vão além da repetição automatizada de técnicas.

Outra mudança está no projeto de salas de aula híbridas, ágeis e flexíveis. Em contraste com o desenho padrão, onde as cadeiras são enfileiradas de frente para uma lousa, a Winsford Global Education traz espaços maleáveis, que misturam o aprendizado à criatividade e, ao mesmo tempo, aprimoram a interação com o educador. Como explica Rosariane Campos, pedagoga e diretora da Winsford Global Education, as decisões na escola, bem como sua abordagem de ensino e aprendizagem, são orientadas por seis valores fundamentais: ser ousadoinovarcolaborarempoderarrespeitar e ter empatia.

Esses valores orientam o modelo de ensino e aprendizagem no sentido de moldar a forma como as crianças (e futuros adultos) se conectam nos diversos círculos que integram. “Queremos oferecer uma experiência transformadora. A criança precisa aprender a estabelecer vínculos autênticos com sua cultura, e com as outras também, para que elas possam expandir suas visões de mundo. Queremos que elas se inspirem dentro da nossa escola para já visionar seus futuros, seja em uma universidade brasileira ou no exterior e que elas saibam ousar no pensar e no agir, mas que sejam respeitosas por si e pelos outros. É importante formar crianças livres e confiantes para serem, simplesmente, crianças”, finaliza a especialista.

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