(Foto: Reprodução/TV Globo)
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O sucesso dos Reality Shows na TV Brasileira

Sucessos de repercussão e de audiência, os realitys shows que são programas baseadas em realidades, começou-se nos Estados Unidos com a série “An American Family”, transmitida em doze partes em 1973 nos Estados Unidos; a série ficou famosa por lidar com divórcio em uma família nuclear e, ainda, pela revelação de que um dos filhos, Lance Loud, era homossexual. No entanto, o interesse do formato atual se deu em 1989, foi com COPS, sendo seguida de outros programas do gênero como The Real World, da MTV e o Big Brother, este último tornando-se fenômeno de popularidade mundialmente, em especial no Brasil.

Muito antes do Big Brother tornar-se um produto consagrado de audiência e repercussão nacionalmente, emissoras de televisão como Globo e Band foram pioneiras ao estrearem seus respectivos programas “No Limite” e “Território Livre”, baseados em formatos internacionais e assim como os próprios, sucessos de audiência. Em 2001, um ano antes da estréia da primeira edição do Big Brother Brasil (BBB), o SBT estreou o seu embrião, que foi comandado por Silvio Santos – “A Casa dos Artistas”, onde 12 participantes eram confinados em uma mansão e o público definia quem deixasse a casa através de ligações telefônicas, sistema de votações que foi mudando com o passar do tempo, conforme a evolução da tecnologia.

Assim como a já citada “A Casa dos Artistas”, outros programas de confinamento continuam a fazer sucesso como o próprio “Big Brother Brasil”, que encaminha para a sua 21.ª edição, e “A Fazenda”, exibida recentemente em sua 12.ª edição tendem a fazer sucesso tanto em audiência e repercussão, quanto em faturamento. Além disso, outros programas do gênero tem tendência a se tornar facilmente um dos assuntos mais comentados diariamente nas redes sociais, fazendo com que o público se interesse pelos produtos exibidos pela TV e que agora encontram-se nas plataformas de ‘streamings’, a exemplo disso destacam-se “MasterChef”, “The Voice Brasil” e “De Férias com o Ex”.

De acordo com Samuel Mateus, do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, que afirma em um artigo sobre realitys shows, que buscam a estética documental e uma pretensão realista de alcançar, através do carácter testemunhal das suas imagens, o acesso a uma suposta verdade interior, uma verdade escondida que apenas as imagens com edição primária e, alguns casos, quase sem narração ou locução  podem mostrar – completa Mateus, que fala também, sobre os programas do gênero terem uma quase obsessão em denunciar a realidade social, através de uma narrativa lenta e minuciosa que atende aos detalhes, e que é escrita com uma linguagem cordial, quotidiana – por vezes mesmo vernácula – assente nas emoções e padecimentos do protagonista, contra a imaginação romântica, eis o Realismo de Flaubert, Balzac, Eça de Queiroz ou Machado de Assis escrevendo a crueza real dos factos, fazendo da observação descritiva o dever soberano da literatura- finaliza o escritor do artigo fazendo comparações ao movimento realista.

E, mediante a tudo que foi falado acima, fica comprovado que os realitys shows ainda tem gás para repercutir e trazer audiência a empresa de mídia a que produz, tanto que isso ficou ainda mais claro com a chegada da pandemia da COVID-19, onde a procura por programas do gênero cresceu ainda mais e tende progressivamente nos próximos anos.

Gabriel Ferreira – Estudante de Jornalismo

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