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Modelos mentais dos líderes que impactam o desempenho de uma instituição

O modelo mental dos indivíduos, nada mais é do que a forma que estes utilizam para representar e interpretar o mundo e todos os acontecimentos à sua volta. É o que podemos chamar de mecanismo do pensamento para representar nossa realidade externa. Nosso inconsciente lança mão de alguns dispositivos mentais para explicar a si mesmo e aos outros, como o mundo real se organiza. Desde os nossos primeiros anos de vida, sofremos influências positivas e negativas, diante das experiências com as quais temos contato, e assim se formam os modelos mentais/crenças, percepções de mundo que, nem sempre são funcionais. Podem também ser disfuncionais e inserir prejuízos em nossas relações e nossas conquistas. O ambiente e a genética são determinantes na seleção do tipo de modelo mental predominante em cada indivíduo, funcional ou disfuncional. Trazendo esses modelos mentais para o mundo corporativo, vamos buscar entender como os líderes podem se utilizar destes arquétipos e quais os impactos efetivos no desempenho produtivo de uma empresa.

Se entendermos que cada indivíduo vai desenvolver seu próprio modelo mental, à partir de situações vividas, de experiências e de um histórico de vida, fica fácil perceber como, através deste modelo individualizado, iremos reagir e agir diante de cada situação apresentada. Pois, o modelo mental nada mais é que a própria simbologia representativa de uma realidade externa que impacta diretamente na percepção do mundo que nos cerca, através de pressupostos que moldam nossa visão, influenciando as ações e falas.

Imagem de John Hain por Pixabay

Mudar modelos e crenças não é impossível, é importante o desejo de mudança, o estímulo na busca por melhorias para que não sejam reforçados modelos destrutivos. Lembrando que nosso cérebro tem uma tendência a resistir a mudar o que ele já conhece e vivencia. Criando dificuldades para abrir mão de determinados padrões comportamentais. Comportamentos descontextualizados podem ser utilizados, muitas vezes, com o sentido de prevenção e proteção, onde o medo é potencializado e a insegurança aplicada. Dentro de empresas vemos muitos gestores resistentes a mudanças por estarem presos a um modelo disfuncional rígido.

No mundo corporativo, a atenção a estes modelos mentais no processo de gestão é fundamental, uma vez que podem determinar o sucesso ou não da corporação. O modelo mental de um gestor vai interferir diretamente no modelo de negócio e na estratégia da empresa. Psicanaliticamente falando, algumas pontuações específicas podem direcionar o modelo mental de um gestor para um melhor desempenho produtivo e de posicionamento de marca das instituições. O foco está em trabalhar as habilidades emocionais, a capacidade em se relacionar, o alinhamento mental, a criatividade, vocação e as missões estratégicas, com o objetivo de preparar líderes altamente preparados e equilibrados emocionalmente.

O principal para se atingir o sucesso de gestão nas empresas é implantar modelos de negócios associados a um modelo mental equivalente, onde os gestores envolvidos entendam os reais objetivos da organização e pactuem com eles em consonância com sua forma de ver o mundo. Afinal, nosso modelo de mundo é o que nos modela a longo prazo em nossa trajetória pessoal ou profissional.

Portanto, conhecer seu time de gestores, trabalhar ações de desenvolvimento pessoal e de habilidades é extremamente eficaz. Porém, não se pode estruturar um modelo de negócio sem antes refletir sobre o modelo mental predominante na empresa. A legitimação da mudança está na identificação do modelo mental dos líderes e na assertividade deste processo em relação a missão, visão e aos valores da organização. Fato é que, o mundo corporativo abriga personalidades extremamente diversas, além de modelos mentais muito distintos, no entanto, isso não impede que possam ser trabalhados e motivados a produzir resultados eficazes dentro do sistema organizacional, através de políticas de recursos humanos bem aplicadas e estruturadas no modelo de negócio, tendo sempre o cuidado em respeitar os limites e saber potencializar as aptidões de cada gestor. Desta forma, com eficiência, clareza, equilíbrio emocional e ações planejadas, pode-se monitorar as tarefas com mais precisão e assertividade. 

Dra. Andréa Ladislau – Psicanalista         

* Doutora em Psicanálise, Membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de número 15 de Ciências Sociais, Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde, Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social, Professora na Graduação em Psicanálise, Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói, Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo, Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites.

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