Construir uma marca do zero em um mercado internacional é um desafio que exige estratégia, consistência e visão de longo prazo. A designer e empresária baiana Juliana Herc conhece esse caminho de perto. Após consolidar uma operação na Europa, com três lojas em Portugal, fábrica própria e vendas para sete países, ela hoje compartilha a experiência acumulada ao longo de mais de uma década desenvolvendo marcas por meio do modelo private label.
A trajetória começou quando Juliana decidiu deixar o Brasil para estudar moda na Europa. A empresária, se formou em Madri. Ao concluir os estudos, o caminho mais esperado seria retornar ao país de origem, mas uma conversa com amigos mudou seus planos. Em 2014, decidiu permanecer e foi morar em Portugal e fundou sua marca.
A grife homônima nasceu com a proposta de apresentar uma estética elegante e minimalista, mostrando que a moda brasileira também pode ocupar espaços tradicionalmente dominados por grandes marcas internacionais. A primeira loja foi inaugurada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, um dos endereços comerciais mais valorizados do mercado de luxo mundial, tornando Juliana Herc a única marca brasileira a manter uma loja própria no local. Com o crescimento da empresa, a operação chegou a contar com três lojas em Portugal, fábrica própria e distribuição para sete países.
Segundo Juliana, o sucesso da marca está diretamente ligado à participação ativa em todas as áreas do negócio.
“Sou designer, diretora criativa, CEO e faço questão de participar de todas as etapas. O caimento, o acabamento, tudo precisa estar perfeito. Converso com todos os profissionais envolvidos no processo porque acredito que uma marca forte é construída justamente na atenção aos detalhes.”

Para a empresária, o crescimento da empresa foi resultado de uma combinação entre identidade de marca e disciplina na gestão.
“Construir uma marca do zero em outro país foi um dos maiores desafios da minha vida. Não existia um caminho pronto. Cada conquista foi resultado de muito trabalho, planejamento e da certeza de que eu não precisava abrir mão da minha identidade para conquistar espaço no mercado internacional.”
Com a experiência adquirida ao longo dessa trajetória, Juliana passou a concentrar sua atuação no desenvolvimento de marcas para terceiros por meio do modelo private label.
“Ter operado três lojas em Portugal, produzido em fábrica própria, vendido para sete países e competido diretamente com marcas de luxo me ensinou muito sobre gestão, posicionamento e produto.”
