Nascida em Campinas, partiu aos 21 anos para a Bahia inspirada pelas canções dos Novos Baianos, de Dorival Caymmi e João Gilberto, bem como pela força criativa do movimento tropicalista. Na Costa do Cacau encontrou um território fértil para desenvolver seu primeiro projeto audiovisual. A Itacaré dos anos 1990, ainda marcada por uma relação íntima entre natureza, cultura e comunidade, tornou-se um marco fundamental na construção de sua identidade artística.

Posteriormente, viveu entre a África e a Europa, experiências que ampliaram seu olhar sobre diferentes formas de habitar o mundo. Esses deslocamentos alimentaram uma pesquisa visual centrada nas relações entre memória, pertencimento e território, temas que permanecem presentes em sua produção até hoje.
Em 2024, retornou ao Brasil trazendo consigo um olhar atravessado pela distância, pela saudade e pela redescoberta. Foi nesse reencontro com seu país que sua fotografia encontrou uma nova maturidade, voltando-se para a observação sensível do cotidiano e para a riqueza humana presente nos espaços mais simples.

Entre luz e sombra, suas imagens procuram captar não apenas aquilo que é visto, mas também aquilo que é sentido. A rua, os rostos, os gestos espontâneos e as paisagens tornam-se vestígios de histórias, afetos e memórias compartilhadas. Sua fotografia transforma o instante em narrativa e o território em experiência humana.
Recentemente, participou da exposição coletiva “O Registro do Olhar”, integrada à Bienal Europeia e Latino-Americana de Arte Contemporânea (BELA), apresentando uma obra que transita entre documento e poesia visual, sempre guiada pelo desejo de compreender o mundo através do encontro com o outro e de revelar a alma dos lugares que atravessa.
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