Foto: Amira Hissa
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Ablusadas, banda mineira feminina de blues autoral que desponta na cena musical do Brasil, lançam o primeiro álbum “Eu quero é blues”

Em agosto, mês de comemoração mundial do blues, as Ablusadas, primeira banda feminina de blues autoral no Brasil, lançam no dia 12, sexta-feira, o primeiro álbum “Eu quero é blues” em todas as plataformas digitais. Haverá shows de apresentação do disco no dia seguinte, 13, no Festival Internacional Dipanas Blues, em Pará de Minas (MG) e no dia 27, no Chopperhead, em Belo Horizonte.

“Eu quero é blues” é um convite ao público para um passeio pela musicalidade vibrante do blues. O disco traz a sinergia das raízes desse estilo de origem afro-americana e do som vibrante contemporâneo, moderno e criativo. Os arranjos valorizam o protagonismo de cada uma das oito integrantes da banda, além do clima descontraído, com humor e elegância.

De acordo com a vocalista e idealizadora do grupo, Roberta Magalhães, “um dos diferenciais do álbum é que as dez faixas são em português, o que destaca o blues nacional com personalidade, elementos novos e atmosfera vintage, além de apresentar diversos estilos de blues em cada música e mostrar a perspectiva feminina nesse contexto.”

Entre as músicas que compõem o disco, estão: “Eu quero é blues”, que dá nome ao álbum, e é um estilo Texas Blues, com resgate de elementos tradicionais do blues, como slides e violão, e variações com swing e rock. A letra fala sobre o desejo de ver um número maior de mulheres “no palco, no público e na praça.” Já “Gatim de Rua” é uma música dançante, um boogie-woogie com elementos vintage e piano bar. A “Tão Longe” é um blues jazz contemporâneo. As composições do disco são assinadas por Roberta Magalhães e Débora Coimbra.

A produção musical, arranjos, gravação, mixagem e masterização foram realizadas pelo estúdio Música aos Montes. O processo de gravação do álbum ocorreu em 2021. “Apesar dos desafios da pandemia e graças ao comprometimento de todos, ficamos muito felizes e satisfeitas com o resultado final do álbum”, afirma Roberta Magalhães.

Além de Roberta Magalhães, fazem parte do grupo: Débora Coimbra (cantora e contrabaixista), Thaís Mussolini (pianista), Mariane Guimarães (trombonista), Julliete Nurimba (saxofonista alto), Cláudia Sampaio (saxofonista tenor), Bê Moura (baterista) e a nova integrante, Taskia Ferraz (guitarrista). Já Bruna Vilela, que precisou deixar o projeto para se dedicar a projetos individuais, foi autora de todos os sons de guitarras do disco. Com a sua saída, Taskia Ferraz assumiu o posto de guitarrista desde o primeiro show de retorno das Ablusadas aos palcos em 2022. Uma das apresentações foi na 8ª edição do Festival São Lourenço Jazz e Blues, onde a banda fez o pré-lançamento do álbum, no último dia 23 de julho.

Sobre as Ablusadas

Na contramão da cena do blues, formada majoritariamente por homens, surgiu a primeira banda feminina brasileira do gênero, Ablusadas, em 2018. E como não poderia ser de outra forma, foi criada em Belo Horizonte, celeiro de grandes artistas. A ideia de se criar o grupo, formado exclusivamente por mulheres, partiu da cantora Roberta Magalhães com a colaboração de Débora Coimbra. De lá para cá, a banda passou por reformulações e, hoje, conta com uma equipe de grandes mulheres de variadas idades e unidas pelo propósito de oferecer música autoral de qualidade.

Ao longo dos quatro anos da trajetória artística, muitas têm sido as conquistas. As Ablusadas já participaram de grandes eventos, inclusive festivais nacionais e turnês na Argentina (2018) e Equador (2019). E até cerveja artesanal o grupo lançou em parceria com a cervejaria feminina Golden Beer 432. Trata-se da “TPM”, nome de uma das canções que constam no primeiro álbum da banda. E vêm mais novidades dessa parceria por aí!

Para o segundo semestre, as Ablusadas vão prosseguir com shows de divulgação do “Eu quero é blues” e dar continuidade às conexões tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina para possíveis parcerias e projetos, principalmente os que valorizam o blues nacional e dão protagonismo às mulheres.

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