CulturaMúsicaSobe o Som!Vitor Santos

25 anos da morte dos Mamonas Assassinas, banda que revolucionou o rock nacional lembrados até hoje

Já se passaram 25 anos, e foi exatamente no dia 02 de março de 1996, que o Brasil parava para acompanhar as buscas dos integrantes do então fenômeno Mamonas Assassinas, a banda marcou gerações com diversos hits que eram considerados hinos na década de 90, músicas icónicas que até hoje são lembradas, tanto por adultos que foram jovens na época quanto adolescentes da nova geração.

Rock com letras cômicas cheias de influências, que passavam do forró para música portuguesa, onde se tornaram em pouco tempo um fenômeno no estilo, ritmo que agradava todas as faixas etárias, o sucesso foi tanto que a banda era vista frequentemente nos principais programas de auditório da TV na época, conquistando altos índices no ibope.

Mas o fim desse meteoro chamado Mamonas Assassinas aconteceu quando a banda estava voltando para casa, o jatinho em que estava toda equipe bateu na Serra da Cantareira. Todos que estavam à bordo morreram, com isso a tragédia encerrava a curta e astronômica carreira do grupo, formado por Dinho (vocal), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclado), Sérgio Reoli (bateria) e Bento Hinoto (guitarra).

Conheça a trajetória da banda que conquistou o país

Tudo começou antes mesmo dos anos 90, a banda nasceu com o nome de Utopia, em 1989, os irmãos Sérgio e Samuel Reoli, se juntaram ao então amigo Bento Hinoto, para iniciar uma jornada ainda sem imaginar o que viria pela frente. 

Em seus primeiros shows a banda dos amigos conhecida como a ‘Utopia’ trabalhava somente com releituras de músicas das bandas nacionais de muito sucesso na época como; Legião Urbana, Ultraje a Rigor, Barão Vermelho entre outras.

Já no início de 90 tudo começou tomar forma, Alecsander Alves, o vocalista Dinho, entraria para equipe após se apresentar em um dos shows, pouco antes de Júlio Rasec também ser incluso. Nesse meio tempo quando se conheceram lançaram o primeiro disco que não conseguiu o êxito esperado pela equipe, foi entra em cena o produtor musical Rick Bonadio que trouxe com ele ideias inovadoras para equipe, o mesmo foi um dos responsáveis pelo estilo cômico adotado pelos integrantes.

O fenômeno Mamonas Assassinas, definitivamente nasceu estourou no ano de 1995. O primeiro demo na parceria de Bonadio, tinha canções como Pelados em Santos e Robocop Gay, por exemplo, músicas eternizadas até hoje. A partir daí, as apresentações mascaradas, as fantasias e o humor no palco viraram marca registrada da equipe, que enlouquecia fãs por onde os jovens passavam.
 
O sucesso do disco único

O que ninguém esperava é que o primeiro disco lançado pelo Mamonas seria o único. Nele foi certificado um disco de diamante resultado do estrondoso sucesso, o álbum saiu no dia 23 de junho no ano de 1995, com uma tiragem de impressionantes de 5 milhões de cópias, nenhuma banda bateu esse número até os dias atuais.

O trágico acidente

Segundo investigadores do caso o avião Learjet PT-LSD apresentava erros durante o último mês de uso, uma análise feita e documentada pela equipe do MTV na Estrada, programa que acompanhou a banda em alguns dias da turnê. Um erro de aproximação, fez com que a primeira tentativa de pouso na pista do aeroporto foi um total fracasso, obrigando o mesmo retomar o voo e realizar um contorno no trajeto.

Afirmando ter condições visuais, o piloto solicitou o contorno à esquerda, que foi aceito erroneamente pela torre de comando. O erro resultou em uma virada direcionada a Serra da Cantareira, em alta velocidade e com a visão prejudicada, levando o avião a colidir em alta velocidade. Tragicamente todos os 7 passageiros, incluindo Dinho, Bento, Júlio e os irmãos Sérgio e Samuel, membros do Mamonas, e os dois tripulantes que conduziam a aeronave faleceram imediatamente com o choque na serra.

Vitor Santos – jornalista graduado e roteirista de telenovela audiovisual

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