Por que os relacionamentos estão desacelerando em 2026

Redação
4 min. leitura

Micro romances, menos joguinhos emocionais e mais autenticidade revelam uma nova forma de se conectar, segundo relatório da Ashley Madison

O início de um novo ano costuma vir acompanhado de promessas, expectativas e grandes planos, mas, quando o assunto é vida amorosa, 2026 aponta para um movimento diferente. Em vez de acelerar, as pessoas estão desacelerando. Menos jogos emocionais, menos exposição e mais clareza sobre limites e intenções estão redefinindo a forma como os relacionamentos começam e se desenvolvem.

É o que revela o Relatório de Tendências para 2026, da Ashley Madison, que mostra como fatores como pressão econômica, esgotamento profissional e excesso de exposição digital estão impactando diretamente a intimidade moderna. A pesquisa indica uma mudança clara de comportamento: relacionamentos mais curtos, porém mais honestos, maior valorização da privacidade e uma recusa crescente, especialmente entre mulheres, em misturar vida pessoal e carreira.

Uma das principais tendências para 2026 é o crescimento dos microromances, conexões mais breves, intensas e com menos expectativas. De acordo com o levantamento, 49% dos entrevistados afirmaram buscar relações adicionais em períodos de maior estresse, como durante crises financeiras, principalmente como forma de escapismo ou conforto emocional. Entre as mulheres, esse índice é ainda maior, chegando a 50%. Além disso, 41% dos participantes acreditam que ter múltiplos parceiros, com diferentes tipos de apoio emocional, pode ser mais saudável do que concentrar todas as expectativas em uma única relação.

Outra mudança significativa está na forma como as pessoas se apresentam nos encontros. Após um período marcado por fadiga nos aplicativos de relacionamento e frustrações causadas por pessoas idealizadas, a autenticidade passou a ser prioridade. Em 2026, ser direto, sincero e transparente desde o primeiro encontro deixou de ser um risco e passou a ser um valor. “A autenticidade se tornou essencial. As pessoas estão cansadas de atuar e querem ser reais desde o início. Ser claro sobre o que se quer, e também sobre o que não se quer, ajuda a estabelecer limites e cria conexões mais intencionais”, explica a Dra. Tammy Nelson, especialista em sexo e relacionamentos e consultora externa da Ashley Madison.

A separação entre vida profissional e pessoal também aparece como uma forte tendência. Dados de um estudo da YouGov, encomendado pela Ashley Madison, mostram que quase uma em cada quatro mulheres (24%) afirma que nunca consideraria um relacionamento amoroso com um colega de trabalho. Entre os homens, esse número é menor, mas ainda significativo (17%). O receio de consequências profissionais, exposição e danos à reputação faz com que cada vez mais pessoas optem por manter essas esferas completamente separadas. “Misturar carreira e romance pode parecer tentador, mas muitas vezes o risco não compensa”, reforça a especialista.

Metodologia

O Relatório de Tendências para 2026 da Ashley Madison tem como base uma pesquisa com 2.404 membros da plataforma, realizada entre 8 e 10 de julho de 2025. Dados complementares sobre privacidade foram obtidos a partir de um levantamento com 3.550 membros, conduzido entre 2 e 4 de setembro de 2025. Já as informações sobre relacionamentos no ambiente de trabalho vêm de um estudo da YouGov, encomendado pela Ashley Madison, com 13.581 adultos (18+) em 11 países, incluindo o Brasil, realizado entre 26 de agosto e 9 de setembro de 2025.

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