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Paula Macedo Weiss lança seu primeiro livro

Paula Macedo Weiss é esteta e articuladora cultural por natureza. Atribuições que emprega nos projetos em que se envolve. Vivendo há 25 anos na Alemanha, mestre em direito, casada e mãe de quatro filhos, aos 51 anos ela é responsável por promover um intercambio e fluxo intenso de projetos culturais entre o Brasil e a Alemanha. Quando o Brasil foi convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, por exemplo, foi a coordenadora local das atividades culturais brasileiras nos museus e entidades culturais alemães. Desde então, trabalha com o Instituto Inhotim, Sesc, Bienal de São Paulo, entre outros, promovendo a apresentação de artistas brasileiros por lá e de artistas alemães por aqui. Este ano ela é uma das patronas da Bienal de Berlim. É também presidente da Fundação do Museu de Artes Aplicadas de Frankfurt e está em diversos conselhos de instituições culturais em Frankfurt e em São Paulo.

Além de todo seu envolvimento com o cenário cultural, Paula acaba de lançar neste último mês de outubro, um livro de memórias, Entre Nós (Folhas de Relva Edições), dos tempos em que viveu no Brasil sob a ditadura civil-militar. A obra conta sua história pessoal misturada à história do país. Nascida em plena ditadura, acompanhou de perto o caminho que levou à abertura política. Seu pai, Osvaldo Macedo, foi um político que lutou sempre pela democracia e pelos direitos do cidadão brasileiro; e a herança política recebida dos pais dá o tom ao livro.

Conforme diz o texto de orelha de Entre Nós, da escritora Veronica Stigger, “Paula cresceu em meio a batalhas e, desde pequena, aprendeu a lidar com as adversidades. ‘Não nasci para me entediar e assistir à vida de camarote’, afirma ela. O início da vida, disse à sua mãe o médico que lhe trouxe ao mundo, é decidido pelo momento que nasce. É sobre lutas e crescimento que fala o livro. A chegada à vida adulta coincide com a volta à democracia. Aí, então, a narrativa se encerra, em suspenso – e em suspense sobre os rumos do país depois da última eleição para presidente, quando a democracia se vê novamente em risco.

Com o sucesso do lançamento de seu livro no Brasil, num oportuno momento politico de discussão e elucidação a cerca do autoritarismo politico do atual governo Brasileiro – e agora com a recente eleição norte americana de Joe Biden, que redefine o cenário politico mundial – a jurista e autora prepara para o início do próximo ano o lançamento da edição de seu livro de estreia, na Alemanha (fotos inéditas da autora com a capa do novo livro, que será lançado em janeiro de 2021).

Além disso, Paula Weiss assina a Articulação e Consultoria Internacional da recém inaugurada exposição Kader Attia – Irreparáveis Reparos, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo e reflete, além de articular como voz politico-cultural ativa, os novos rumos da democracia e da cultura na Europa, sendo a iniciadora e uma das articuladoras do Conselho da Paulskirche em Frankfurt. Na Paulskirche ocorreu o primeiro parlamento alemão e foi promulgada a primeira constituição da Alemanha e é considerada o berço da democracia moderna. Diante da pandemia do totalitarismo e dos recentes desenvolvimento políticos, pretendem com essa iniciativa inaugurar em parceria com a cidade de Frankfurt, a Casa da Democracia junto a Paulskirche, espaço de discussão, de diálogo e da busca de novas narrativas. Paralelamente continua ativa no fomento cultural, pois acredita que a intermediação cultural é uma atividade essencial para a inclusão social e para concepção de um mundo mais tolerante, mais inclusivo, mais drmocratico. As atividades se interagem e se complementam. 

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