Outubro Rosa: 78,6 mil brasileiras devem ter câncer de mama até 2028

Redação
5 min. leitura

MYME lembra que organizar histórico médico facilita a comunicação entre especialistas, o acompanhamento médico e o diagnóstico

Uma mamografia feita há dois anos, o resultado de uma biópsia, a prescrição de um medicamento. Cada informação registra uma parte da história de saúde de uma mulher. Mas quando chega a hora de tomar decisões sobre um diagnóstico de câncer de mama, esses documentos podem estar espalhados entre hospitais, laboratórios, aplicativos, e-mails e gavetas; número que só cresce ao longo do tratamento.

Enquanto isso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres no país. A MYME, healthtech brasileira, lembra que organizar o histórico de saúde pode apoiar no controle da doença, um aspecto pouco discutido dentro da jornada oncológica.

- Publicidade -

“Saúde exige registro contínuo”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME, que conta com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e seus dependentes em uma linha do tempo e pode ser, todo ou em parte, compartilhado via link. “Organizar esses dados facilita o compartilhamento com profissionais da saúde e reduz a dependência da memória da paciente em um momento extremamente sensível.”

A plataforma da MYME aceita arquivos em PDF, imagem e texto e permite organizar os dados por categorias criadas pelo próprio paciente, totalmente editáveis, como “sintomas”, “exames”, “consulta médica”, “medicação” e “vacinação”.

A busca por uma segunda opinião médica é uma das situações em que ter os documentos reunidos pode fazer diferença. Para avaliar o caso, o profissional precisa conhecer os exames e resultados disponíveis, além do diagnóstico e dos tratamentos já realizados. Imagine ter que refazer um monte de exames?

Além disso, ter à disposição todo o histórico médico para ser compartilhado entre os profissionais que participam do tratamento, como oncologista, cirurgiã(o) e radioterapeuta, ajuda o trabalho da equipe, conectando as diferentes etapas do controle da doença. “É uma forma de tornar mais simples esse momento tão delicado na vida de uma mulher”, comenta Santiago.

Como a MYME funciona?

Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link.

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).

A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário”.

A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel.

(Crédito: Unsplash)

logo_cen.png
Cadernos
Institucional
Colunistas
andrea ladislau
Saúde Mental
Avatar photo
Exposição de Arte
Avatar photo
A Linguagem dos Afetos
Avatar photo
WorldEd School
Avatar photo
Sensações e Percepções
Marcelo Calone
The Boss of Boss
Avatar photo
Acidente de Trabalho
Marcos Calmon
Psicologia
Avatar photo
Prosa & Verso