Crescimento moderado, juros elevados e cenário eleitoral exigem atenção de consumidores, investidores e empresas
Ao olhar para 2026, o brasileiro encontra um cenário econômico marcado menos por grandes saltos e mais por prudência. O ano já começa condicionado por um fator central: a eleição presidencial. Historicamente, períodos eleitorais tendem a aumentar a cautela de empresas, investidores e consumidores, explica o consultor financeiro Nathan Galdi Victor, da Fire|ce. “O efeito prático é um ambiente mais defensivo, com decisões sendo tomadas de forma gradual e menos espaço para movimentos bruscos”, afirma.
Do ponto de vista macroeconômico, o crescimento tende a ser moderado, com uma recuperação lenta e irregular. A economia segue funcionando, mas em um ritmo que privilegia ajustes e eficiência. “Os juros devem permanecer elevados por boa parte do ano, limitando o crédito e tornando o custo do dinheiro um fator central na tomada de decisões”, completa o especialista.
No bolso do consumidor, mesmo com inflação mais controlada nos índices gerais, o custo de vida deve continuar pressionado. Alimentação, moradia, energia e transporte seguem concentrando uma parcela relevante da renda das famílias, fortemente influenciados por câmbio, clima e custos logísticos. Segundo o consultor financeiro, “a sensação de aperto persiste, mesmo que o ambiente macroeconômico esteja mais estável”.
Com juros altos, gastar, poupar ou investir exige planejamento. “Gastos precisam ser avaliados com critério, principalmente aqueles que comprometem a renda futura. Já investir de forma organizada ganha ainda mais relevância. A renda fixa continua sendo uma ferramenta importante para preservar e aumentar patrimônio com previsibilidade”, diz.
O mercado de trabalho também reflete esse cenário de cautela. O consultor destaca que as oportunidades tendem a surgir em setores menos dependentes de crédito, como serviços, tecnologia aplicada a negócios, saúde, educação, logística e exportação. “Setores fortemente dependentes de financiamento, como construção civil, varejo de bens duráveis e pequenas empresas endividadas, devem enfrentar mais pressão”, alerta Nathan Galdi Victor.
Diante desse panorama, o conselho do especialista é claro: “Planejar mais e decidir melhor. A cautela é necessária, mas não significa estagnação. O ano pede organização financeira, leitura atenta do contexto e escolhas coerentes com a realidade dos juros e do crescimento. Oportunidades existem, mas favorecem quem chega preparado, com estrutura e visão de longo prazo.”
Sobre a Fire|ce @firece.oficial
A Fire|ce é uma consultoria financeira com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de estratégias personalizadas de planejamento financeiro. A partir de uma abordagem que une diagnóstico individual, definição de metas e acompanhamento contínuo, a empresa orienta clientes na construção de uma vida financeira equilibrada e sustentável. Suas soluções vão da organização de finanças pessoais à estruturação de investimentos, com foco em clareza, autonomia e realização de objetivos de longo prazo.
