Cultura

Fluxo de caixa tem papel de radar na vida das empresas

De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2014 e 2018, o Brasil perdeu 382,5 mil empresas e 2,9 milhões de pessoas assalariadas.

No ano passado (2020), em meio à pandemia, 1,044 milhão de empresas fecharam. Porém, 3,359 milhões de empresas abriram. Uma inversão que vem confirmar tendência apontada pela série histórica. Ano após anos, o saldo negativo diminui. Mas, além de quem comemora o fato, a exemplo do Ministério da Economia, há quem considere o momento econômico um “voo de galinha”.

Seja qual for a perspectiva, otimista, indiferente ou pessimista, todo empreendedor reconhece a crescente importância que o fluxo de caixa desempenha na gestão de qualquer negócio – tenha propósito de lucro ou excedente revertido em benefício de uma ou mais causas socioambientais.

O papel do fluxo de caixa das empresas não pode prescindir dos inovadores recursos tecnológicos disponíveis e acessíveis.

Além do dinheiro que entra e que sai do caixa de determinada empresa, assim como likes e cancelamentos nas redes sociais configuram, desde sempre, um fluxo de mão dupla. Ao ser verificado, conferido e analisado, o fluxo de caixa oferece uma leitura realista e segura da saúde financeira da organização. E, também, subsidia ajustes no planejamento estratégico e no plano de metas. Incluindo o valor da marca.

O bom controle de fluxo de caixa passa por registros disciplinados, detalhados e corretos de ganhos e gastos. Diário, semanal ou mensal, constitui instrumento de verificação e análise. Pela eficiência do processo, todas as receitas e despesas devem ser registradas. Lógica indissolúvel da comunicação que requer feedback.

Esse levantamento torna possível uma autêntica base de dados; equivalente às informações processadas em bancos gerenciados por um CRM Customer Relationship Management. Ou seja: sob a mais absoluta transparência, o dono do negócio tem os dados necessários para a tomadas de decisões.

O sucesso de qualquer empreendimento requer que o gestor tenha uma visão cada vez mais precisa sobre o momento financeiro da empresa. Além de evitar sobressaltos e dores de cabeça, fazer a gestão correta do fluxo de caixa permite que o empresário enxergue melhor o que se passa no seu negócio; por entender o andamento de desempenho e alcance de resultados.

Em síntese, o fluxo de caixa consiste em um instrumento valioso, que também evolui com os avanços constantes nos recursos que sistemas de gestão empresarial empregam sob demanda.

Técnicas

A configuração do instrumental de coleta, consistência e análise dos dados compilados e checados requer, entretanto, aplicação técnica, cada vez mais, facilitadas por algoritmos.

Ter clareza sobre o significado dos valores, das oscilações positivas e negativas é a base à análise preditiva, que permite prever cenários e antecipar decisões estratégicas quanto, por exemplo: estoque, precificação, prazo de entrega, entre outras.

Tem mais: realizar campanhas promocionais e liquidações com recursos financeiros próprios em parcerias do tipo ganha-ganha.

Escalabilidade

Um fluxo de caixa negativo nem sempre é algo ruim. Pode refletir período pontual da empresa, especialmente em negócios que envolvem economia de escala. No caso, o valor inicial do produto é alto. Porém, com o aumento da base de clientes e, consequentemente, da produção, o preço diminui. Se o preço fosse muito alto logo no início, não conseguiria entrar no mercado.

Tecnicamente, há o fluxo de caixa projetado e o livre. O primeiro é uma projeção, que permite ao gestor conhecer entradas, saídas e planejar as ações futuras do negócio com base nos resultados. Já o fluxo de caixa livre mede a capacidade de geração de capital em curto, médio e longo prazos, indicando o saldo existente na comparação com o chamado fluxo de caixa operacional, ou seja, após descontado o pagamento do serviço da dívida ou o recebimento de novos empréstimos.

Em última análise, o que o futuro reserva para a sua empresa: pagar dívidas, abrir uma nova unidade, pedir empréstimo, ampliar o estoque ou fechar as portas? A resposta pode estar no seu fluxo de caixa livre.

FOTO: Divulgação

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