Daniel C. P. Morais lança “O Código da Confiabilidade”, método que transforma manutenção em resultado financeiro

Direto de PE

Em “O Código da Confiabilidade”, Daniel C. P. Morais propõe medir em reais o custo de cada máquina parada e traduzir indicadores técnicos para a linguagem da diretoria

O gestor de manutenção e confiabilidade Daniel C. P. Morais passou mais de 16 anos na indústria observando um problema que se repete nas plantas brasileiras: gestores, analistas e engenheiros dominam indicadores como MTBF, disponibilidade e MTTR, mas raramente conseguem traduzir essas métricas para a linguagem do negócio. É justamente o que fica de fora dessa conversa que protege a saúde financeira da empresa.

“O que mais me incomodava era a visão de que manutenção é custo. Ela nunca foi custo, é um pilar estratégico do negócio. Mas enquanto essa percepção persistia, os gestores continuavam apresentando seus resultados em indicadores técnicos: MTBF melhorou, MTTR reduziu, OEE subiu. E esses números são reais, são conquistas concretas. O problema é que eles não chegam na diretoria com o peso que merecem, porque ninguém traduziu o que aquela melhora representa em reais para o negócio”, diz.

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Na trajetória dele, um encontro foi decisivo. O mentor Cláudio Soares o levou a enxergar a gestão de ativos por outro ângulo. “Uma pergunta do meu mentor Cláudio Soares ficou martelando na minha cabeça por muito tempo: qual o resultado de eu ter ou não ter confiabilidade na planta? No final da linha, o que mudaria concretamente se as rotinas estabelecidas não estivessem sendo executadas? Essa pergunta me tirou do operacional e me colocou na perspectiva do negócio. E uma frase dele resume bem o que aprendi: ‘Em impérios construídos sobre bilhões, um milhão perdido desaparece no ruído. Um milhão conquistado também, até que alguém lhe dê significado.’ Foi isso que me fez entender que o papel da manutenção não é só gerar resultado, é dar significado a ele”, conta.

O resultado dessa jornada é “O Código da Confiabilidade: Como transformar gestão de ativos em resultado”, publicado em 2026 pela ENC, Editora Nacional de Confiabilidade. A obra reúne método prático e casos reais para enfrentar um problema estrutural: o abismo entre a linguagem técnica da engenharia e a linguagem financeira com que a diretoria decide.

O ponto de partida é uma pergunta que, segundo Daniel, raramente é feita nas plantas brasileiras: quanto custa, em reais, cada hora de máquina parada? A partir daí, falhas viram perdas quantificadas, projetos ganham ROI e payback, e o pedido de investimento deixa de ser argumento de engenharia para virar decisão de negócio.

“Quando você começa a medir o impacto das ações e a quantificar em valor o que é realizado, você passa a falar a língua de quem decide. Gestores e diretores de negócio entendem números financeiros, e quando a manutenção apresenta seus resultados nessa linguagem, o nível da conversa muda completamente. Trazer o valor financeiro para os dados técnicos faz com que a linguagem da manutenção seja a mesma do CFO”, explica.

O livro acompanha um Kit de Aplicação Prática, uma planilha com as fórmulas já estruturadas para uso com dados reais de qualquer planta, voltada a engenheiros, analistas e gestores. O recado de Daniel é direto: “Pare de falar de falhas. Comece a falar de resultado.”

Acompanhe Daniel C. P. Morais no Instagram e no LinkedIn.

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