Cresce o número de adultos com dificuldades para se relacionar: especialistas apontam falta de preparo emocional

Redação
3 min. leitura

Em um cenário de conexões cada vez mais rápidas e relacionamentos cada vez mais curtos, especialistas têm observado um aumento no número de adultos com dificuldades emocionais para construir e manter vínculos saudáveis. O fenômeno, segundo psicólogos, está diretamente relacionado à falta de autoconhecimento e maturidade emocional.

A geração que hoje vive entre os 25 e 40 anos cresceu ouvindo sobre a importância de estudar, trabalhar e produzir — mas pouco se falou sobre como lidar com emoções, frustrações e conflitos dentro das relações. Isso tem refletido em um número crescente de pessoas que chegam aos consultórios com relatos de ansiedade afetiva, medo de abandono e ciclos repetitivos de relacionamentos tóxicos.

“A maior parte dos problemas que chegam até nós nas sessões não é sobre o outro. É sobre a própria dificuldade de se reconhecer emocionalmente e de entender o que se busca em uma relação”, explica a psicóloga Layza Rockenbach, especialista em inteligência emocional e relacionamentos. Com mais de 10 anos de atuação clínica, ela atende pessoas que, apesar de independentes profissionalmente, enfrentam inseguranças profundas na vida amorosa.

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Segundo Layza, muitos adultos ainda se relacionam esperando que o outro preencha lacunas internas que eles próprios não conhecem. “Relacionamentos baseados em carência e expectativa tendem a ser instáveis. Quando não temos clareza do que sentimos e do que realmente queremos, a chance de escolhermos mal é muito maior”, afirma.

Estudos da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBIE) mostram que 64% das pessoas relatam dificuldade em manter relações duradouras por problemas de comunicação e falta de autoconsciência emocional. O dado acende um alerta para o impacto real que a saúde emocional tem sobre a vida cotidiana.

Outro fator que contribui para essa dificuldade é a idealização das relações — muito influenciada pelas redes sociais. “Vivemos um tempo em que se termina um relacionamento com a mesma facilidade com que se troca de aplicativo. Há uma cultura do descarte afetivo, da pouca tolerância às fr

Em tempos em que o emocional impacta diretamente na produtividade, no bem-estar e na forma como nos conectamos com o mundo, o trabalho de especialistas como Layza Rockenbach se torna não apenas necessário, mas urgente.

Para conhecer mais sobre o trabalho da especialista, acesse:
https://www.instagram.com/psi.layza?igsh=MTJhcG1vOWlqMHBrNw==

(Fotos: Reprodução Instagram/@psi.layza)

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