Bossa Nova Sessions revisita clássicos e recebe tributo a Nara Leão

Redação
9 min. leitura
Luana Mallet, Andrea Veiga e Carol Saboya

Teatro Café Pequeno recebe o festival que coloca a bossa nova em diálogo com o choro, o samba-jazz e a música instrumental, em uma programação que reúne tributos, espetáculos concebidos especialmente para a temporada e diferentes gerações de intérpretes e músicos

A Bossa Nova volta a ocupar um lugar de encontro no Rio. Até 8 de novembro, o Teatro Café Pequeno, no Leblon, recebe o Festival Bossa Nova Sessions, com um line-up com diferentes sotaques musicais e maneiras de olhar para um gênero que nasceu carioca, ganhou o mundo e continua se reinventando. A programação aproxima tradição e novas sonoridades, reunindo artistas em encontros especialmente concebidos para a temporada, além de tributos e releituras de nomes fundamentais da música brasileira.

São 18 espetáculos de aproximadamente 1h15, em um formato próximo e imersivo, no ambiente acolhedor do Teatro Café Pequeno. Uma temporada que olha para a bossa nova por diferentes ângulos: seus mestres, seus intérpretes, seus instrumentistas, suas histórias e, sobretudo, sua capacidade de continuar sendo música do presente.

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Quinteto Em Tom Maior
(Quinteto Em Tom Maior)

Serviço:

Bossa Nova Sessions

Local: Teatro Café Pequeno — Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon

Temporada: até 08 de novembro

Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h

Duração: 75 minutos

Classificação: 14 anos

Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada mediante disponibilidade), vendas na bilheteria do local e no site https://bileto.sympla.com.br/event/127392/d/415751/s/2698731

Capacidade: 96 lugares

Informações: O bar estará aberto uma hora antes do início de cada apresentação. Não há lugares marcados; a ocupação da plateia ocorre por ordem de chegada.

Programação:

29/10 (quinta-feira) – Luana Mallet, José Arimatéia e João Carlos Coutinho “Nossas Bossas”

Luana Mallet (voz), José Arimatéa (trompete e flugelhorn) e João Carlos Coutinho (piano) se encontram para revisitar clássicos da bossa nova e do samba-jazz, reunindo experiência, sofisticação e diferentes gerações da música brasileira. Luana, que recentemente homenageou Leny Andrade em uma formação com Coutinho e Arimatéa, traz sua interpretação para um repertório que dialoga com a tradição vocal do gênero, enquanto Coutinho, pianista, maestro e arranjador que trabalhou com nomes como Tom Jobim e Leny Andrade, e Arimatéa, reconhecido por sua atuação no jazz e na música instrumental brasileira, constroem juntos a sonoridade do espetáculo. A apresentação conta ainda com a participação especial de Bernadette Mallet (voz), ampliando o encontro entre vozes, sopros e piano em uma celebração da bossa em suas diferentes nuances.

30/10 (sexta) – Andrea Veiga “Diz que Fui por Aí – Tributo a Nara Leão”

Voz e piano se entrelaçam para transformar música em memória e emoção. Andrea Veiga (voz) revisita a trajetória da cantora que ficou conhecida como a “Musa da Bossa Nova” e que esteve no centro dos encontros que deram origem ao movimento. O repertório percorre diferentes momentos de sua carreira, da bossa nova à música de protesto e ao samba, reunindo clássicos como O Barquinho, Diz que Fui por Aí, Carcará e A Banda. Atriz, cantora e jornalista, com ampla experiência na MPB e nos musicais, Andrea divide o palco com Camilla Dias (piano), sob direção de Luciana Braga, em um espetáculo que combina música e histórias da vida de Nara para reencontrar uma artista de voz singular e legado definitivo na música brasileira.

31/10 (sábado) – Carol Saboya “Bossas e outros sons”

Em Bossas e Outros Sons, Carol Saboya (voz) celebra seus 25 anos de carreira revisitando momentos de uma trajetória construída entre a bossa nova, o jazz e a música brasileira. Filha do pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo, Carol traz ao palco um repertório que atravessa seus 14 álbuns e reúne clássicos como Pra Que Chorar, Fotografia e Sá Marina, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, entre outras canções que fazem parte de sua história musical. Ao lado de Zezo Olimpio (piano), Pedro Moraez (contrabaixo) e Gustavo Schnaider (bateria), a cantora apresenta um espetáculo que combina a tradição da bossa com outras sonoridades da música brasileira.

01/11 (domingo) – Em Tom Maior “A Fotografia da Bossa”

O quinteto mergulha na riqueza harmônica da bossa nova, com especial atenção à obra de Tom Jobim e aos grandes compositores que ajudaram a construir o gênero. No palco, Marcelo Lorio (voz e violão) divide a cena com Fernando Carvalho (violino), Sérgio Álvares (flauta e saxofone), Edu Lissovsky (bateria) e Eristom Gonçalves (contrabaixo acústico), em um encontro que combina a delicadeza da canção, a sofisticação dos arranjos e a força da música instrumental brasileira.

05/11 (quinta) – Victor Biglione “Uma Guitarra no Tom”

Em Uma Guitarra no Tom, Victor Biglione (guitarra) revisita a obra de Tom Jobim a partir de uma relação que começou em 1977, quando o próprio maestro lhe deu uma carta de recomendação para estudar na Berklee, em Boston. Desde então, Biglione vem criando novas leituras para a obra de Jobim, reunindo clássicos como Lígia, Fotografia, Água de Beber, Chovendo na Roseira, Vivo Sonhando e Samba de Uma Nota Só em uma abordagem que passeia pela bossa, pelo jazz, pelo blues e por diferentes ritmos. O espetáculo, que conta com Augusto Mattoso (baixo) e Vitor vieira (bateria), traz para o palco a experiência de um dos grandes guitarristas da música brasileira em um tributo instrumental que preserva a riqueza harmônica de Jobim ao mesmo tempo em que revela novas possibilidades para suas melodias.

06/11 (sexta) – Aleska Chediak Cello & Trio homenageia

07/11 (sábado) – Maurício Einhorn & Gabriel Grossi “Harmônicas de Duas Gerações”
O encontro coloca frente a frente dois momentos fundamentais da história da harmônica na música brasileira. Aos 94 anos, Maurício Einhorn reúne mais de oito décadas de carreira e uma trajetória que passa pela bossa nova, pelo samba-jazz e pela música instrumental, tendo acompanhado e gravado com nomes como Tom Jobim, Elis Regina, Chico Buarque, Nara Leão, Baden Powell, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Sarah Vaughan e Nina Simone. Suas composições, entre elas Estamos Aí, Batida Diferente e Tristeza de Nós Dois, foram gravadas por artistas como Tom Jobim, Leny Andrade, Cannonball Adderley e Herbie Mann. Ao seu lado, Gabriel Grossi (harmônica) representa uma geração posterior e soma 15 álbuns e parcerias com artistas como Hermeto Pascoal, Chico Buarque, Milton Nascimento, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Jacob Collier, Snarky Puppy e Wynton Marsalis. O encontro conta ainda com Vanessa Rodrigues (teclado) e Adrian Barbet (baixo), em uma formação que aproxima mestres, gerações e linguagens e revela a continuidade e a força da harmônica na música brasileira.

08/11 (domingo) – Quartetinho toca Vinicius de Moraes

Formado em 2017 por músicos da UNIRIO, o Quartetinho apresenta um mergulho instrumental na obra de Vinicius de Moraes, aproximando bossa nova, jazz e improvisação para revisitar clássicos da música brasileira sob novos arranjos. A formação reúne Calvin Sucena (guitarra), Danilo Aguiar (clarinete e saxofone), Fábio Diamante (baixo) e Pedro Salek (bateria). Com quase duas mil apresentações em sua trajetória, o grupo vem construindo uma presença marcante na cena musical carioca e chega ao Café Pequeno com uma formação jovem e uma leitura contemporânea para a obra de um dos grandes letristas e compositores brasileiros.

Ficha técnica:

Idealização e produção: Amanda Bravo | Beco das Garrafas Produções

Produção executiva: Luciana Moisakis e Monica Silva

Colaboração: João Luiz Azevedo e Marcia Milito

Direção técnica: Guilherme Miranda e Alexandre de Oliveira

Coordenação de som: Lupa

Assessoria de imprensa: Carlos Pinho

(Crédito: Divulgação)

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