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Análise: Entre os malabares da pandemia

O Dia do Teatro e do Circo é comemorado todo o dia 27 de Março, e é com essa comemoração que indagamos; Como estão os nossos artistas dos palcos?

Fora de suas redomas e luzes perfeitas da ribalta sobre a boca cena há um ano, vemos (também) a conjuntura artística sendo massacrada pela escalada mortífera da Covid-19; Artistas, técnicos e demais profissionais do ramo de atividade das artes cênicas pede apoio para manter suas famílias.

A pandemia escancarou mais a desigualdade artística, fomentada por uma indústria cultural que se consolida a cada vez mais por pregações de patrocínio, deixa de lado o modo criativo e a mercê dos meandros comerciais para se manter.

A decadência foi quando o governo federal começou a pensar a cultura de forma mais genérica possível, colocando em cargos da pasta cultural, elementos sem nenhuma simpatia com a arte e cultura, a exatamente um ano, no discurso de posse da então secretaria de cultura da época Regina Duarte categorizou o modo de cultura operacionalizada:

“Pipa no céu, palavrão, tatuagem, arroz com feijão, farofa de mandioca, pastel de feira, pão de queijo, caipirinha de maracujá, chimarrão, culto, missa das dez, desafio repentista, hum, forró, aquele pum produzido com talco espirrando do traseiro do palhaço e fazendo a risadaria feliz da criançada cultura é assim, é feita de palhaçada” ressaltou a secretaria da época.

Com advento da lei Aldir Blanc, foi respiro que atenuou a crise financeira que afetou toda uma categoria, projetos culturais tiveram que passar por um processo de adaptabilidade para o formato on-line e gratuito.

Experimentações cênicas de caráter emergencial e liberdade criativa obtiveram um êxito de na receptividade do grande publico, apesar do consumo de massa dos outros entretenimentos e da inversão do espectador para telespectador, afugentou o protagonismo do teatro para uma mera tela.

Grupos de teatros estão se mobilizando para manter seus públicos, canais no Youtube, IGTV do Instagram, transmissão ao vivo pelo Facebook, são unidades que incorporam o novo formato para uma linguagem dramática.

A nossa transformação só estará completa, quando uma sociedade dar à importância para o setor artístico, do jeito que ela merece, afinal, sem arte não teremos o frescor em tempos antagônicos.

Charles Souza – Produtor Audiovisual e Jornalista

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