A degradação do Cerrado coloca o futuro de Goiânia em risco

4 min. leitura

*Leonardo Rizzo

Neste Dia do Meio Ambiente, a preservação do Cerrado se apresenta como um tema central para o futuro de Goiânia. O Cerrado, bioma predominante na região, desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico e na qualidade de vida dos goianienses. No entanto, enfrenta uma crescente ameaça de desmatamento e degradação, que exige ações concretas e imediatas.

Goiânia está inserida no coração do Cerrado, um bioma que é um dos mais biodiversos do planeta. Ele abriga mais de 12 mil espécies de plantas, com cerca de 4.400 sendo endêmicas. Além disso, o Cerrado é conhecido como o “berço das águas”, contribuindo significativamente para as grandes bacias hidrográficas do Brasil, incluindo as bacias do Paraná, Tocantins-Araguaia e São Francisco.

A conservação desse bioma é essencial não apenas pela sua biodiversidade, mas também pelos serviços ambientais que oferece, como a regulação do clima e o fornecimento de água. Infelizmente, o Cerrado tem sofrido um processo acelerado de desmatamento. Em 2023, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou que o bioma perdeu aproximadamente 8.000 km² de vegetação nativa, um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Para garantir a preservação do Cerrado e, consequentemente, a sustentabilidade de Goiânia, é necessário adotar medidas práticas e eficazes. A criação de corredores ecológicos é uma medida fundamental. Esses corredores conectam fragmentos de vegetação nativa, permitindo o fluxo genético entre diferentes populações de plantas e animais. Em Goiânia, a revitalização de áreas degradadas e a proteção de Áreas de Preservação Permanente (APPs) podem ajudar a criar esses corredores, promovendo a biodiversidade.

Implementar sistemas agroflorestais em áreas urbanas e periurbanas é uma estratégia sustentável que pode beneficiar Goiânia. As agroflorestas combinam o cultivo de árvores nativas do Cerrado com a produção agrícola, contribuindo para a recuperação do solo e oferecendo alternativas econômicas sustentáveis para a população.

Promover o uso de energia solar e outras fontes renováveis em prédios públicos e privados é crucial. A transição para energias limpas ajudará a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, protegendo os recursos naturais do Cerrado e garantindo uma cidade mais sustentável.

A educação ambiental deve ser uma prioridade. Programas educativos nas escolas e comunidades de Goiânia podem conscientizar sobre a importância do Cerrado e ensinar práticas sustentáveis. A sensibilização da população é vital para a preservação a longo prazo.

A melhoria da gestão de resíduos sólidos é uma necessidade urgente. Promover a reciclagem e a compostagem, juntamente com políticas para reduzir a quantidade de lixo enviado aos aterros sanitários, contribuirá para a redução da poluição e a conservação dos recursos naturais.

A preservação do Cerrado é uma responsabilidade coletiva que deve ser encarada com seriedade por todos os setores da sociedade. Goiânia, como capital de um estado inserido neste bioma, tem a oportunidade de ser um modelo de sustentabilidade e conservação ambiental. As ações concretas propostas são passos essenciais para garantir um futuro sustentável para nossa cidade e para as gerações futuras.

Neste Dia do Meio Ambiente, é fundamental refletir sobre o papel de cada um na proteção do Cerrado e se engajar em iniciativas que promovam a sustentabilidade e a preservação ambiental em Goiânia. A cidade pode e deve liderar pelo exemplo, demonstrando que desenvolvimento e conservação podem andar juntos.

Leonardo Rizzo é empresário pré candidato a prefeito de Goiânia pelo Partido Novo

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