7 dicas sobre guarda compartilhada nas férias, segundo especialista em Direito de Família

Redação
4 min. leitura

Com a proximidade do período de férias, muitas famílias que vivem a guarda compartilhada começam a enfrentar dúvidas sobre organização, convivência e divisão equilibrada do tempo. Embora pareça simples no papel, esse momento costuma gerar conflitos quando não há planejamento ou alinhamento prévio, especialmente em casos onde a comunicação entre os pais já é delicada.

Para a advogada especialista em Direito de Família Dra. Silvana Campos, férias não significam “território livre”, mas sim um período que também precisa seguir regras e acordos claros. “A guarda compartilhada não é apenas um modelo jurídico, é um compromisso de corresponsabilidade. Nas férias, esse compromisso precisa ser ainda mais evidente para evitar conflitos e garantir o bem-estar da criança”, afirma.

A seguir, reunimos 7 dicas práticas para pais que compartilham a guarda e querem atravessar o período de férias com organização, tranquilidade e, principalmente, pensando no melhor interesse dos filhos.

1. Planejem com antecedência

A maior parte dos conflitos nasce da decisão de última hora.
Segundo Dra. Silvana, “o ideal é que os pais conversem sobre as férias com meses de antecedência, definindo datas, turnos e logística. Improviso nunca combina com guarda compartilhada”.

2. Respeitem o que está no acordo judicial

Mesmo com diálogo, é essencial seguir o que foi formalizado.
“Acordos de guarda não são sugestões: são decisões pensadas para proteger a criança. Qualquer alteração deve ser consensual e, em casos de desacordo, o melhor caminho é recorrer a mediação ou orientação jurídica”, reforça a advogada.

3. Dividam o tempo de forma equilibrada

Não existe fórmula obrigatória, mas a divisão precisa ser justa.
“Equilíbrio não é matemática perfeita, é adequação à rotina da criança. O tempo deve ser organizado de forma que ela se sinta segura e acolhida, e não disputada”, pontua.

4. Evitem competir por “férias mais divertidas”

Presentes caros, viagens e programações exageradas não substituem presença.
Para Dra. Silvana, “transformar as férias em competição emocional faz mal para a criança. O que importa é a qualidade do vínculo, não quem oferece o programa mais caro”.

5. Mantenham o outro responsável informado

Comunicação mínima é dever, não favor.
“O pai ou mãe que estiver com a criança tem obrigação legal e ética de informar onde ela está, como está, e quais são os planos básicos, especialmente em viagens”, ressalta.

6. Criem uma rotina mesmo nas férias

As férias são mais leves, mas não devem ser desorganizadas.
“Criança precisa de previsibilidade. Horários, regras e combinados ajudam a manter estabilidade emocional, especialmente quando ela circula entre duas casas”, explica a especialista.

7. Coloquem o bem-estar da criança acima de qualquer disputa

A regra de ouro nunca muda.
“Guarda compartilhada não é sobre os adultos. É sobre permitir que a criança aproveite as férias em harmonia, sem sentir que precisa escolher lados. O foco precisa ser sempre o que faz melhor para ela”, afirma Dra. Silvana.

Com diálogo, organização e respeito ao acordo de guarda, as férias podem ser um período leve e enriquecedor para todos. O segredo é evitar disputas, priorizar a criança e lembrar que guarda compartilhada é, acima de tudo, uma parceria, mesmo quando o relacionamento conjugal termina.

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